ECONOMIA

Abate de bovinos pode diminuir em até 50%

Abate de bovinos pode diminuir em até 50%
11/08/2010 07:22 -


Depois de registrar trajetória de crescimento nos últimos cinco meses, o abate de bovinos em Mato Grosso do Sul começa a refletir o cenário da entressafra e cai 5,73% em julho, frente ao mês anterior. Até novembro, final do período da seca, segundo especialistas, o volume de animais destinados aos frigoríficos diminuirá em até 50%.
Conforme dados da Superintendência Federal de Agricultura (SFA/MS), no total, em julho foram abatidos 273.514 bovinos, contra 289.185 em junho. Desde o início do ano foram cerca de 2 milhões de animais enviados às unidades abatedouras credenciadas do Estado.
Segundo o analista de mercado pecuário, Julio Brissac, daqui para frente a situação deve ser de escassez no mercado, cenário positivo para criadores, que receberão mais pela arroba; e negativo para o consumidor e indústria, que deverão pagar mais caro pelo produto.
“Neste ano estamos com menor volume de gado confinado. Os maiores confinadores do Brasil estão com 40% de ociosidade neste segundo semestre. A previsão é de que tenhamos uma entressafra pior que a de 2010”, avalia o analista.
Brissac lembra que, em 2009, muitos especuladores entraram no mercado pecuário e saíram logo em seguida, em 2010, quando tiveram prejuízos por conta do período de estiagem, que foi extremamente chuvoso, frustrando os negócios. Essa retirada de confinadores do mercado gerou redução de rebanho, refletindo na atual disponibilidade de animais para o abate.
O baixo estoque verificado hoje tem feito com que as plantas frigoríficas atualmente operem com ociosidade de até 50% em Mato Grosso do Sul. A estimativa é de que até novembro esse número chegue a 70%. (AM)
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".