Segunda, 18 de Dezembro de 2017

crime sem freio

A cada 2h, uma pessoa é atacada
por ladrões em Campo Grande

26 JAN 2014Por DA REDAÇÃO00h:00

Nos 24 primeiros dias de 2014, a cada duas horas, uma pessoa foi assaltada em Campo Grande, revela levantamento da Secretária de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp). Os dados indicam que entre os dias 1º e 24 de janeiro, foram registrados 300 boletins de ocorrências por roubo, crime cometido mediante grave ameaça ou violência, conforme matéria de hoje (26) do jornal Correio do Estado. O número representa, ainda, 52% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando aconteceram 197 crimes da mesma modalidade.  Históricos de furtos também assustam: até anteontem, a estatística marcava 889, sendo 37 por dia.  

Para o delegado titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), Fabiano Nagata, o aumento de roubos está relacionado ao crescimento de crimes cometidos contra pedestres. Segundo ele, sobe a cada dia o número de pessoas em alguma situação de vulnerabilidade, abordadas por assaltantes que agem em busca de pertences pessoais, dinheiro ou celulares.  “Aumentaram muito os roubos praticados em via pública. Geralmente, esse crime é cometido por usuário de drogas, que agem para sustentar o vício. Em alguns casos há uso de armas de fogo, faca ou outros objetos. Em outros, apenas simulam estarem armados”, disse a autoridade policial.   

Na reportagem de Laura Holsback, o delegado explica que criminosos aproveitam momento de distração para agir. “É comum acontecer quando a pessoa está caminhando, distraída no celular, seja falando ou usando recursos da internet. Também nos pontos de ônibus”, explicou, citando, ainda, dicas de segurança. “É importante estar sempre atento e evitar andar sozinho. Se está à espera do transporte coletivo e perceber a aproximação de motociclistas ou pessoas em atitude suspeita se refugir em algum lugar. O comportamento da vítima é que acaba facilitando a ação dos bandidos”, destacou. Segundo Nagata, o alto índice de roubos neste mês de janeiro também é atribuído a grande movimentação de pessoas e circulação de dinheiro. 

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