Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

história

15 de Novembro, FERIADO NACIONAL

15 NOV 2010Por MICHELLE ROSSI01h:15

Se o 15 de Novembro não tivesse se transformado em marco histórico, talvez até hoje estaríamos vivendo em regime de Monarquia. Com a proclamação da República nesta data, no ano de 1889, por Marechal Deodoro da Fonseca – primeiro presidente do Brasil, asseguramos o direito de eleger os dirigentes brasileiros por meio de consulta popular.  

Numa enquete pelo centro de Campo Grande foi fácil constatar que grande parte dos entrevistados tem conhecimento da importância da data que se transformou em feriado nacional. Caso do estudante Rodrigo da Luz, 25 anos, que mantém na memória o 15 de novembro desde os tempos da escola. “O 15 de novembro ficou marcado na memória”, afirma.

O aposentado Sebastião Ponte, 71 anos, observou que o recente processo eleitoral, o qual elegeu Dilma Rousseff (PT), só foi possível por conta da proclamação da República. “É um dia para ser comemorado porque caso contrário poderíamos estar vivendo à mercê do que pensavam os reis e rainhas”, citou.

Para as amigas Sônia Duarte, 33 anos e Marinez de Almeida, 40 anos – ambas vendedoras, é fácil memorizar a data comemorativa. “Sem dúvida, todos sabem o que é comemorado hoje, vai ser difícil encontrar alguém que não saiba a importância desta data”, disse Marinez. Já a dona de casa, Joseane Oliveira, 19 anos, acredita que é dever de todos cidadãos reconhecer o 15 de novembro. “É algo que tem de estar na nossa memória”, disse.  

Golpe de Estado
Em 1889, Marechal Deodoro da Fonseca instaurou o  regime republicano no Brasil, derrubando a monarquia do Império e pondo fim à soberania do Imperador Dom Pedro II. A proclamação ocorreu no Rio de Janeiro, então capital do Império, na Praça da Aclamação, hoje Praça da República, quando um grupo de militares do Exército brasileiro liderados pelo marechal  deu o golpe de estado.

Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um “Governo Provisório” republicano. Faziam parte dele, o próprio Marechal Deodoro da Fonseca, como presidente; o Marechal Floriano Peixoto como vice, e, como ministros, Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk – todos membros regulares da maçonaria brasileira.

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