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Campo Grande - MS, quinta, 13 de dezembro de 2018

140,3 mil vagas temporárias já foram criadas este ano

10 SET 2010Por 19h:00
     

Pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e Trabalho Temporário (Asserttem), com base em pesquisas feitas pelo Instituto de Pesquisa Manager (Ipema), mostra que já foram criadas este ano 140,3 mil vagas temporárias, contra 95 mil em igual período no ano anterior.

Para a comparação, foram considerados os picos de contratação sazonal do primeiro semestre: Páscoa, Dia das Mães e férias de julho. Em 2009, conseguiram trabalho temporário 220,5 mil pessoas e 125 mil vagas foram preenchidas por ocasião do Natal em todo o Brasil.

Para quem está em busca de trabalho, a previsão para o fim deste ano é otimista. Só a indústria deve responder por 30% das contratações. As vagas são para auxiliares, técnicos, operadores, nutricionistas. E os salários ficam entre R$ 800 e R$ 1,1 mil.

Mas 70% das vagas serão ofertadas pelo comércio, que já começou a selecionar vendedores, analistas de crédito, estoquistas e operadores de telemarketing. Os salários vão de R$ 650 a R$ 890 reais. E não é só o currículo que conta.

"O comércio busca pessoas simpáticas, dedicadas, comunicativas porque irão lidar com pessoas, portanto esse é um perfil exigido", conta a diretora de comunicação da Associação Brasileira das Empresas de Trabalho Temporário Jismália de Oliveira Alves.

"De acordo com as projeções favoráveis para a economia, se houver exatamente o mesmo número de trabalhadores temporários que tivemos no Natal passado, chegaremos ao total de 229,6 mil contratações", diz.

Só um shopping da capital paulista deve contratar 1,5 mil pessoas. Em uma loja de roupas serão quatro: um auxiliar, um caixa e dois vendedores. "Dezembro é correria, todo mundo comprando os presentes de Natal e aumentam as vendas, então é um movimento bem bacana e temos que aumentar o quadro de funcionários", diz a gerente Ana Caroline Ribeiro.

Ainda segundo a pesquisa, de cada 10 temporários, três devem ser contratados com carteira assinada. É o que procura o estudante Diogo Alves de Almeida. Aos 17 anos, quer um emprego e independência.

"Depender da mãe é quando a gente é criança. Estou quase virando adulto, falta um ano para virar, eu estou querendo as minhas coisas, como todo mundo, tem que correr atrás da vida", diz o estudante.

Ainda de acordo com a pesquisa, 30% devem ser preenchidas por jovens em situação de primeiro emprego.

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