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MANIFESTAÇÃO

PM que atingiu jornalista da Folha diz que tiro era contra grupo que o atacava

14 JUN 13 - 16h:45FOLHA PRESS

O disparo que atingiu o rosto da jornalista da Folha Giuliana Vallone tinha como destino original manifestantes que atacavam a polícia, mas bateu no chão e acertou a repórter, disse o comandante da Polícia Militar Benedito Meira.

Segundo o oficial, o fato de um jornalista ser atingido por uma bala de borracha faz parte do "risco da profissão" que surge quando o repórter decide acompanhar protestos perto de manifestantes.

Meira afirmou que a PM ouviu pessoas que testemunharam o tiro que feriu a jornalista e concluiu que a bala de borracha foi disparada no momento em que integrantes da tropa de choque da polícia entravam no ônibus da corporação e passaram a ser apedrejados por manifestantes.

De acordo com Meira, um policial já identificado atirou para reagir ao ataque mas a bala acabou ferindo Vallone, que acompanhava a ação de dentro de um estacionamento.

"Ele [PM] atirou em direção àqueles manifestantes exatamente para cessar aquela agressão. Quando ele efetuou esse disparo ricocheteou e atingiu a garota dentro do estacionamento. Ele efetuou o disparo e embarcou [no ônibus]".

O comandante disse que esse tipo de ferimento pode ocorrer quando um jornalista decide cobrir um protesto perto de manifestantes.

"O repórter tem duas opções: ele pode estar acompanhando o efetivo da Polícia Militar e pode estar acompanhando os manifestantes. Se houver um confronto e ele estiver acompanhando os policias militares, pode ser atingido por pedradas, paus, rojões e morteiros. Se ele estiver acompanhando os manifestantes... o que a Polícia Militar usa nessas ocasiões é munição química e de elastômero (bala de borracha)... ele pode ser atingido. Esse é o risco da profissão dele e é o risco da profissão nossa também", afirmou.

O comandante disse que o disparo contra Vallone não partiu de um policial integrante de uma unidade da Rota (Rotas Ostensivas Tobias de Aguiar), mas sim da Tropa de Choque. De acordo com o oficial, a Rota não estava atuando na manifestação, mas estava em ação nos bairros de Moema, Higienópolis e Jardins "em razão de roubos a restaurantes".
 

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