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Dilma:

Não fui eleita para construir 'muquifo'

14 DEZ 13 - 00h:00Folhapress

Na inauguração de um hospital em São Bernardo do Campo (SP) ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem (13), a presidente Dilma Rousseff citou o antecessor para dizer que não foi eleita para construir "muquifo para o povo brasileiro".

Ela exaltou a qualidade das instalações e afirmou que medidas do governo federal na área da saúde, como o programa Mais Médicos, são resultado do legado do ex-presidente.

"Aprendemos com o presidente Lula, que dizia o seguinte: "Eu não fui eleito para construir muquifo para o povo brasileiro'. Muquifo é algo ruim pro povo. Eu também não fui [eleita para isso]. Nós fomos eleitos para buscar para o povo brasileiro aquilo que há de melhor, seja no programa Minha Casa Minha Vida, seja no Pronatec [programa de qualificação profissional], seja nas nossas universidades", disse a presidente.

Dilma participou da inauguração da primeira fase do Hospital de Clínicas Municipal José Alencar, em São Bernardo, que está sendo construído desde o segundo semestre de 2010. Ele será aberto com 70 leitos, de um total de 293 e só atenderá com a capacidade total em 2015.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo em 2014, também fez referência a Lula.

"Todos nós aqui somos da escola do presidente Lula. O presidente Lula sempre falou pra todos nós: se é para a população que mais precisa, para as pessoas que não têm recursos, não têm dinheiro para ter outra opção de plano de saúde, se é para as pessoas que dependem só do SUS, aí que tem que ser mais bonito, com mais qualidade, com mais conforto, com mais condições de trabalho", afirmou.

A presidente saudou seu auxiliar como "uma pessoa que tem um compromisso de alma com a questão da saúde pública no nosso país". O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), disse que Padilha "nos ajudou muito a realizar esse sonho da nossa cidade e da nossa região".

O governo federal investiu R$ 126 milhões na construção do hospital, que também contou com R$ 74,1 milhões da prefeitura e R$ 40 milhões do governo do Estado.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que deve disputar a eleição contra Padilha no próximo ano, não participou do evento e enviou como representante o secretário estadual da Saúde, David Uip.

O ministro também destacou o programa Mais Médicos, que deve ser a principal bandeira eleitoral de sua campanha no Estado e da reeleição da presidente. Ele assinou ainda uma portaria liberando R$ 54,4 milhões para o custeio do novo hospital. "O governo federal ajuda a construir, ajuda a equipar, mas ajuda também a manter", disse.

Apesar do palanque majoritariamente petista, Marinho e Padilha agradeceram a participação do governo Alckmin na obra. O ministro disse ser "grande amigo" do secretário Uip, a quem Dilma cumprimentou "de maneira toda especial" por ter integrado a equipe médica que a atendeu quando ela teve câncer, em 2009.

Foi o único momento em que Uip, que havia sido saudado timidamente pela plateia ao ter a entrada anunciada, foi aplaudido efusivamente pelo público.

O secretário afirmou que o governo Alckmin "é parceiro dos municípios do grande ABC" e disse que "a saúde não tem partido". "A saúde não tem preferências nem ideologia. O partido da saúde é o partido da saúde", concluiu.

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