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Campo Grande - MS, terça, 18 de dezembro de 2018

MÚSICA

Fábio Góes lança o 2º disco solo

26 JUL 2011Por OSCAR ROCHA00h:00

O paulista Fábio Góes, 35 anos, é um nome quente no atual cenário da música pop nacional. Sem muito alarde, como quem não quer muito, recebeu elogios de várias partes quando lançou o primeiro álbum, “Sol no escuro” (2007). “Fiz um disco solitário, climático, de certa forma, até hermético, que, aos poucos, foi chamando atenção. Recebi uma crítica positiva aqui e outra ali, quando percebi foi escolhido um dos melhores do ano pela ‘Rolling Stone’ e pela extinta revista ‘Bizz’.

Depois, faixas do álbum foram utilizadas na série ‘Alice’, produzida pela HBO. Pessoas  de outros países como Chile, México, Argentina entraram  em contato querendo saber mais do trabalho. No final, o CD chegou muito mais longe do que eu pensava que chegaria, abrindo possibilidades para que o segundo criasse certa expectativa”, relata, ao telefone, de São Paulo, para o Correio do Estado. “Agora, ganhei a chance de ser escutado de uma forma melhor”.

A recepção efusiva já aparece nos primeiros momentos de “O destino vestido de noiva”, o segundo álbum, na internet e nas lojas. Dessa vez, ao contrário da primeira investida, Fábio chamou mais músicos para colocar em prática suas ideias nos arranjos. Antes de mais nada, é preciso dizer que o próprio Fábio não se considera um músico virtuoso, no que se confere à parte técnica. “Não sou um bom instrumentista, acho que utilizo a música como veículo para criação”. Mesmo com essa avaliação, pula de um instrumento para outro com desenvoltura; iniciou na bateria, passou pelas teclas e se aventura também pelas cordas.

Antes de entrar na carreira solo passou por diversos projetos e experiências sonoras. Participou da realização das trilhas de fimes de Walter Salles – “Abril despedaçado” e “Linha de passe” e integrou a banda Paumandado, com o qual lançou CD. “Foi um trabalho superpromissor, sendo um terreno para muitos testes”. Se na estreia, a parte climática das canções sobressaiu, na nova empreitada ela permanece, mas com novidade. Um comentarista classificou algumas canções de Fábio como o encontro entre o Radiohead e Guilherme Arantes.

Por sinal, este último é citado como referência por mais de um jornalista. Para Fábio, a comparação da imprensa é algo natural e o deixa contente, mas ele faz sua avaliação sobre o assunto. “Acho genial ser comparado ao Guilherme, que tem tantas coisas legais. No entanto, acho que essa comparação surge pelo fato de que, como ele, utilizo o piano na composição e arranjo. É uma tradição na música pop que tem ‘Hey Jude’, dos Beatles, como uma das principais referências. Depois o Elton John prosseguiu isso. No Brasil, o Guilherme apresentou essa tradição de balada pop ao piano, fazendo de vez forma exemplar”.

O álbum conta com participação da cantora Luísa Maita e dos músicos Curumim e Kassin. A intenção de Fábio no momento é mostrar pelo País sua proposta sonora. “Como faço para tocar em Campo Grande?”, questiona. Se isso acontecer – e ele repetir a boa performance das gravações – será um show imperdível.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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