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terça, 19 de fevereiro de 2019 - 01h42min

Estudo acaba com polêmica: usar celular não causa câncer no cérebro

21 OUT 11 - 02h:30r7

O maior estudo do tipo já feito sobre o assunto não encontrou ligação entre o uso prolongado de telefones celulares e um maior risco de desenvolvimento de tumores cerebrais. A informação é de um estudo publicado na revista científica British Medical Journal (BMJ).
Cientistas dinamarqueses não encontraram evidências de um risco maior entre mais de 350 mil donos de telefones celulares analisados por 18 anos.

Pesquisas anteriores sobre uma possível relação entre o uso de celulares e tumores cancerosos tinham sido inconclusivas, parcialmente devido à falta de dados de longo prazo.

Em junho, a IARC (Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer), da OMS (Organização Mundial da Saúde), classificou a radiação dos celulares como "possivelmente cancerígenas para humanos".

O novo estudo é a sequência de uma pesquisa anterior, que comparou o risco de câncer enfrentado por todos os assinantes de telefonia celular na Dinamarca – cerca de 420 mil pessoas - com o restante da população adulta.

Patrizia Frei, pesquisadora de pós-doutorado da Sociedade Dinamarquesa de Câncer, e colegas examinaram registros de saúde entre 1990 e 2007 de 358.403 donos de celulares. No total, foram diagnosticados 10.729 tumores do sistema nervoso central.

Mas, entre as pessoas que fizeram uso mais prolongado do telefone celular - 13 anos ou mais -, as taxas de câncer foram quase as mesmas dos não assinantes.

– O acompanhamento estendido nos permitiu investigar os efeitos nas pessoas que utilizaram telefones celulares por dez anos ou mais, e esse uso de longo prazo não esteve associado com riscos maiores de câncer.

As descobertas, no entanto, não descartaram a possibilidade de um "risco pequeno a moderado" para usuários muito intensos, ou pessoas que utilizam os aparelhos por mais de 15 anos.

Em um comentário, Anders Ahlbom e Maria Feychting, do Instituto Karolinska, da Suécia, disse que a nova evidência é tranquilizadora, mas pediu monitoramento contínuo dos registros de saúde.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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