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Detalhes ignorados podem reabrir caso Pesseghini

17 JUL 14 - 10h:04Band

Apesar do crime ser repleto de detalhes incomuns, em menos de um ano a Justiça paulista concluiu que Marcelo Pesseghini, de 13 anos, matou a família, foi à escola, depois voltou para casa e tirou a própria vida com uma pistola .40.

Um novo laudo complementar do Instituto de Criminalística, porém, muda a constatação anterior da perícia, que afirmava que o menino foi encontrado com o dedo indicador no gatilho da arma, o que seria uma prova de que ele se matou. Agora, um perito do Estado reviu sua declaração e disse que Marcelinho estava com o dedo entre o gatilho e o guarda mato. A conclusão sobre o suicídio, no entanto permanece a mesma.

A família Pesseghini nunca acreditou nessas conclusões. Vídeos divulgados na terça-feira (15) com exclusividade pelo Jornal da Band levantam a possibilidade de Marcelinho estar no banco de trás do carro e não ao volante. Segundo uma advogada da família, um vulto escuro indicaria que esta tese é válida.

Essa imagem inédita, que também não foi analisada pela perícia, mostra o veículo que estaria sendo dirigido pelo garoto com os faróis apagados. Em seguida, após o carro piscar os faróis quatro vezes, surgem automóveis escuros em comboio.

Nada disso chamou a atenção do Departamento de Homicídios. O delegado Charlie Wang usa as três últimas páginas do relatório policial para justificar a tese de que tudo está esclarecido. No texto, ele diz ainda que as demais hipóteses são absurdas e que não seriam possíveis nem nos "mais fantásticos filmes produzidos".
 

A postura é bem diferente daquela adotada pela promotoria, que apesar de estar convicta da culpa de Marcelinho, não descarta reabrir o caso com o surgimento de novidades.

A família Pesseghini quer saber também o resultado de uma sindicância aberta no batalhão onde trabalhava a cabo Andréa Bovo Pesseghini, mãe de Marcelo, para apurar o suposto envolvimento de policiais com bandidos. Ela teria denunciado um esquema de PMs corruptos e, para surpresa dos advogados, essa investigação até agora não foi localizada – ela simplesmente desapareceu.

A Justiça Militar informou que a sindicância interna nunca virou inquérito policial militar -  ou seja, apesar da gravidade das denúncias, não foi levada a sério.

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