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Campo Grande - MS, sábado, 15 de dezembro de 2018

MEMÓRIA

Em 1972, ratos doidões entregaram à PF esconderijo de maconha

Roedores faziam banquete com droga escondida na Gameleira

15 NOV 2018Por RAFAEL RIBEIRO12h:50

ACONTECEU EM 1972...

É feriado amigos leitores, mas aqui estamos para trazer a você nossa amada coluna. E o tema de hoje é tráfico de drogas. 

O assunto é pertinente hoje, quando toneladas de entorpecentes são apreendidas diariamente em operações, principalmente pelo controle de facções criminosas na zona de fronteira de nosso Estado com Paraguai e Bolívia, países produtores.

Agora voltemos cinco décadas no tempo. 

Se a discussão sobre as drogas e segurança pública soa fundamental nos tempos atuais, em 1972 os casos envolvendo os 'tóxicos', termo pelo qual os jornais tratavam as substâncias ilícitas, envolviam relatos, digamos, mais cômicos e pitorescos. 

A mazela social do tráfico e seus agentes protagonistas eram como um mundo à parte, longe do debate entre a criminalização e legalização, como pauta a cartilha atual.

E assim, na edição dos dias 11/12 de novembro de 1972, o Correio do Estado estampou em sua capa uma chamada um tanto quanto difícil de não ser notada: 'Ratos comiam maconha.'

O delicioso texto, ilustrado com uma foto de difícil resolução, é carregado de termos datados que, na opinião desse escriba, só torna a coisa ainda mais atraente para nós.

Vamos ao fato em si: agentes da Polícia Federal descobriram um depósito de maconha na Gameleira, distrito rural na região sul de Campo Grande. No total, 30 quilos da droga foram apreendidos. 

Até aí nada demais não é mesmo. Hoje em dia 30 quilos sequer ganha destaque aqui na redação. Mas o curioso foi a forma como o esconderijo foi encontrado: durante os oito dias de investigação, os agentes notaram que ratos saíam alterados do tal galpão.

Isso mesmo leitor, os policiais federais descobriram o tal depósito porque os ratos que habitavam o galpão estavam comendo a maconha, armazenada debaixo do assoalho da tal cabana e ficaram chapados.

Se hoje em dia uma notícias dessas já faria com que este escriba brigasse pela pauta aqui na redação com sua querida chefinha, em 1972 o escriba da vez honrou o bom jornalismo policial com altas pitadas de gírias da época, costurando um texto épico e que já mora em nossos corações.

O texto você pode conferir na íntegra abaixo, mas aqui já destacamos alguns termos que mais nos chamaram a atenção: investigação era 'paquera.' Seu vizinho maconheiro é o 'chapado' do bairro? Em 1972 ele era o 'balão.' Hoje em dia tá com medo dos 'noiados' na rua? Naqueles tempos o perigo era com os 'baratinados.'

O puro creme do milho, como falamos na minha terra.

Ah sim, como falamos no jornalismo atual, os traficantes não foram identificados ou presos até a publicação desta coluna.

Até a semana que vem. 

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