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Paralimpíadas

Sucesso em Toronto, paratleta Aline Rocha aposta em top 5

Delegação do Brasil espera terminar entre os cinco primeiros na competição

22 AGO 15 - 17h:00Gazeta Esportiva

Após dominar os Jogos Parapan-Americanos de Toronto, o Brasil começa a focar na preparação para as Paralimpíadas de 2016, evento sediado no Rio de Janeiro (RJ). Líder geral do quadro de medalhas no Canadá, a delegação do País espera terminar entre os cinco primeiros na competição realizada em solo carioca. Para a paratleta Aline Rocha, destaque do atletismo, os brasileiros alcançarão os objetivos atuando em casa.

“Para os Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro, espero que a delegação brasileira também tenha um bom resultado como em Toronto. Eu acredito que o Brasil irá alcançar a meta de ficar entre os cinco primeiros do quadro geral de medalhas”, disse Aline.

Segundo Aline Rocha, que é tricampeã da Corrida Internacional de São Silvestre e busca vaga nas Paralímpiadas do Rio competindo nos 5.000m (T54), o domínio brasileiro em Toronto já era esperado, mas mesmo assim o resultado final surpreendeu. Em solo canadense, a delegação do Brasil terminou o evento com um total de 257 medalhas (109 ouros, 74 pratas e 74 bronzes), enquanto o Canadá, segundo colocado, finalizou com 168.

“Nós que estávamos acompanhando já prevíamos que o Brasil ia ganhar de “goleada” no quadro de medalhas dos Jogos Parapan-Americanos, mas ainda assim esse resultado foi uma surpresa”, declarou.

Ainda assim, segundo Aline, existem problemas nos esportes paralímpicos. A atleta relata que em sua modalidade, a corrida de cadeira de rodas, não existe uma grande renovação de nomes nas grandes competições.

“Na corrida de cadeira de rodas, onde eu compito, vemos poucos atletas emergindo. A maioria dos atletas da modalidade tem uma boa bagagem, contando com uma grande experiência. Infelizmente, por falta de incentivo à base, poucos atletas vêm surgindo no esporte”, afirma.

Aline Rocha explica que o problema vem do tratamento dado pelas escolas às crianças com deficiência. O incentivo ao esporte é praticamente nulo durante a infância e a esportista deseja mudar esse panorama, buscando criar uma nova geração de paratletas.

“O problema está nas escolas. Muitos querem ser jogador de futebol e tem um ídolo esportivo. Só que entre as crianças com deficiência, elas não têm essa referência. Dificilmente alguém vai falar que deseja ser um corredor de cadeira de rodas ou jogar basquete de cadeira de rodas. Nosso trabalho vem aí, ir nas escolas, dividir nossas experiências e mostrar para as crianças que elas têm um futuro. A partir daí, vamos conseguir melhorar e pensar no futuro das modalidades”, sentencia.

Para poder ajudar, Aline Rocha é uma das esportistas que formam parte do Projeto Inclusive Você. Criado pelo Instituto Entre Rodas e Batom, a ação foi lançada nesta sexta-feira, no Teatro Cásper Líbero, em São Paulo (SP). Entre os objetivos está a doação, por meio de parcerias com instituições públicas e privadas, de cadeiras de rodas híbridas, próprias para a prática esportiva e demais atividades de lazer, para crianças e adolescentes de 5 a 14 anos.

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