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DUELO

Revelados pelo Palmeiras, Vagner Love e Gabriel Jesus se encontram em lados opostos

Revelados pelo Palmeiras, Vagner Love e Gabriel Jesus se encontram em lados opostos
05/09/2015 14:27 - Folhapress


Criticadas por dar menos frutos que as rivais, as categorias de base do Palmeiras formaram dois atacantes que estarão em lados opostos neste domingo (6), a partir das 16h, no Allianz Parque.
Gabriel Jesus, 18, e Vagner Love, 31, esperanças de gols no dérbi, têm personalidades distintas e pontos em comum.

Segundo aqueles que o rodeiam, inclusive ele próprio, Gabriel é centrado, tranquilo e caseiro. Gosta de treino, é tímido e, nas folgas, fica com a família e joga videogame.

Para o seu primeiro clássico como titular do Palmeiras, a reação não é diferente.

"Já joguei várias partidas importantes, então para mim é normal. É um jogo grande, claro, mas tem que ficar tranquilo", explica à reportagem.

Esse jeito pacato não é característica de seu rival.

O "artilheiro do amor" ganhou seu apelido em 2003, quando disputava a Copa São Paulo pelo Palmeiras e foi flagrado pela comissão técnica com uma mulher dentro da concentração, em São José dos Campos (SP).

Criado pela mãe em uma família humilde, assim como Gabriel, Love ganhou admiração dos torcedores do Palmeiras em 2003, quando o time vivia grave crise financeira e lançou mão de desconhecidos e atletas da base para voltar à elite do Brasileiro.

Com 19 anos, foi o principal jogador da Série B vencida pelo seu time e fez 19 gols -foi o artilheiro do torneio.

A despeito da consagração, ele foi cobrado por membros de torcidas organizadas por supostamente estar abusando das "noitadas."

No ano seguinte, ele foi artilheiro do Paulista, com 12 gols e então foi vendido para o CSKA Moscou, da Rússia.

A relação com os palmeirenses começou a azedar em 2005, quando ele posou para fotos com a camisa do Corinthians em uma transferência que não se concretizou.

Em 2009, a relação piorou quando ele voltou ao Palmeiras e teve passagem apagada na campanha em que o time perdeu o título do Brasileiro na reta final. No fim do ano, foi agredido por torcedores quando estava a caminho de agência bancária perto do centro de treinamento do Palmeiras. Diante disso, transferiu-se para o Flamengo.

O amor então acabou quando ele desembarcou no Corinthians em 2015.

Todas as reviravoltas de Love foram acompanhadas por mudanças capilares, que expressam a personalidade endiabrada do jogador.

Em seu início de carreira no Palmeiras, ele tingiu seus curtos cabelos de verde e branco; na Rússia, ele adotou as tranças azuis, que passaram a ser verdes em sua volta ao time paulista e então foram mudadas para vermelho no Flamengo. Em seus anos no Rio, quando formou com o atacante Adriano o "Império do Amor", Love era querido nos bailes funk, cantando e dançando nos palcos.

Em campo, os atacantes vivem momentos diferentes.

Nos últimos três jogos, Gabriel foi o destaque do time, com quatro gols marcados.

Criticado por torcedores desde o começo do ano, Love recuperou vaga entre os titulares desde a lesão de Luciano e marcou dois gols contra o Cruzeiro e um contra a Chapecoense, mas ainda é visto com desconfiança.

Sobre o encontro, o garoto palmeirense não demonstra grandes expectativas.

"Vai ser normal. É um jogador consagrado, mas eu era novinho, não vi ele jogar muito, não", explica Gabriel, fã de Ronaldinho Gaúcho.

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; T. Santos (Amaral), Arouca e Robinho; Dudu, Gabriel Jesus e Barrios.
T: Marcelo Oliveira.

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Guilherme Arana; Ralf (Bruno Henrique), Marciel, Jadson, Danilo (Renato Augusto) e Malcom; Vagner Love.
T: Tite.
Estádio: Allianz Parque
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Horário: 16h
TV: Band e Globo

Felpuda


Outrora afinadíssimo com o presidente Jair Bolsonaro, parlamentar sul-mato-grossense começou a ser escanteado em consequência de uma das crises políticas de grande repercussão. A figura entrou em campo e botou falação sobre o que estava ocorrendo, e isso soou que só como crítica pesada ao governo, que, como não poderia deixar de ser, não gostou nadica de nada. Há quem diga que o dito-cujo é muito levado “pelo sangue”. Então, tá!...