Esportes

ESTADUAL 2019

Líder, Águia se impõe em casa e vence fácil Operário: 3 a 0

Líder, Águia se impõe em casa e vence fácil Operário: 3 a 0

RAFAEL RIBEIRO

23/01/2019 - 22h12
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A expectativa para o reencontro entre Águia Negra e Operário depois de uma década era grande para ser o jogo mais disputado da segunda rodada do Campeonato Estadual de Mato Grosso do Sul. Mas no gramado do Ninho da Águia, na noite desta quarta-feira (23), o time de Rio Brilhante mostrou o seu favoritismo na competição mais uma vez: venceu o Galo, confuso em campo, por 3 a 0, selando a liderança da competição.

Mais uma ótima jornada para o Rubro-Negro, que na estreia atropelou o Sete de Dourados no Morenão por 4 a 0. Ou seja, mais um rodada sem tomar gols para o Águia, que se mostra o time mais consistente da competição, mesmo com o técnico Rodrigo Cascca trabalhando há apenas dez dias.

E os 1.106 torcedores de Rio Brilhante que foram ao estádio não demoraram a ter uma noite feliz. Logo aos seis minutos de partida, Pedro recebeu passe enfiado no meio da defesa operariana e concluiu às redes.

Aproveitando as falhas do Operário, perdido na marcação, os mandantes ampliaram aos 40 minutos. Em ótima jogada ensaiada, o zagueiro Guilherme aproveitou o rebate dado pelo goleiro e finalizou uma bela armação iniciada por Jonathan, que antes aparecera no segundo pau e exigiu boa participação do arqueiro para tentar evitar o inevitável.

Na segunda etapa, cirúrgico, o Águia se poupou diante do forte calor de Rio Brilhante. Inofensivo, o Operário pouco criou. As poucas jogadas armadas eram facilmente inutilizadas pela excelente defesa rubro-negra, bem postada, segura e, quem diria, decisiva. 

Eduardo Arroz foi pivô de polêmica na partida e saiu de campo ofendendo rival (Franz Mendes)

Aos 43, Sapinho, que entrara no decorrer da etapa final no lugar de Guilherme, fez ligação direta com Gugu. O nome de astro fez valer as estrelas e acertou um forte chute de fora da área para selar a excelente vitória rubro-negra.

Do lado operariano, sobrou a cabeça quente. O veterano Eduardo Arroz trocou insultos e empurrões com o insinuante Sapinho e deixou o campo atordoado, continuando o clima quente. "Ele (Sapinho) tem que respeitar. Não adianta vocês (jornalistas) falarem que não esperávamos o resultado. Derrota acontece. Mas ele tem que respeitar. Por isso essas merdas vão jogar para sempre no Mato Grosso do Sul ganhando mil reais", esbravejou, à rádio 'Esporte MS'.

"Os jogadores mais experientes têm que dar o respeito para a gente respeitar. Eu só acho isso. Ele fala que eu gfanho mil reasi e não sou niognupém. Graças a Deus não sou ninguém, mas venho trabalhando direitinho, de três anos de lesão, graças a Deus o trabalho vem sendo bem feito e estamos conseguindo jogar", respondeu Sapinho.

Protagonistas do segundo tempo, Sapinho e Gugu deixaram o campo tecendo elogios a cascca, apontado como protagonista do ótimo futebol apresentando pelo Rubro-Negro até aqui na competição. O treinador preferiu o caminho da humildade. "Eu sempre falo para eles que é como uma viagem de avião. Não podemos decolar e depois cair. Esses três primeiros jogos são essenciais, o Operário era uma batalha e vamos seguir com humildade e pés no chão. É comemorar hoje e retomar o trabalho amanhã", disse,

Do lado alvinegro, o técnico Arilson disse não ter conversado ainda com o esquentado Eduardo Arroz. Reconheceu o péssimo futebol e adiantou que o trabalho será grande. "Precisamos reagir diante da nossa torcida. Derrotas acontecem, não podemos sentir um resultado aqui. É vida que segue", disse.

O chute de Gugu: derrota acachapante do Mais Querido no interior (Foto: Franz Mendes)

RODADA

Nos outros jogos que completaram a noite desta quarta, União ABC e Comercial ficaram no empate por 1 a 1, em um Morenão com 234 presentes.

O Manda Brasa abriu o placar no primeiro tempo, aos 29. O atacante França, heroi do ano passado, sofreu pênalti, convertido por Léo Mineiro. O rival da Capital empatou na etapa final com o atacante Everton finalizando de fora da área.

Em Costa Rica, os mandantes conseguiram o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Sete de Dourados só aos 43 da etapa final, com Miller Thiago.

Mais cedo, Aquidauanense e Urso de Mundo Novo ficaram no empate por 1 a 1 no Estádio Noroeste.

CONFIRA OS JOGOS DA PRÓXIMA RODADA DO ESTADUAL:


SÁBADO (26)
16H - Morenão - Novo x Operário de Dourados

DOMINGO (27)
10h - Morenão - Sete de Dourados x União ABC
16h - SERC - Chapadão do Sul x Costa Rica
16h - Morenão - Comercial x Aquidauanense
18h - Ninho da Águia - Águia Negra x Corumbaense
 
O jogo entre Urso x Operário foi adiado pela ainda não liberação do estádio de Mundo Novo

*Colaborou Jones Mário

União ABC e Comercial ficaram no empate em partida desta noite dispútada no Morenão (Foto: Jones Mário)

LUTO

Morre o ex-jogador Leivinha, tio do volante douradense Lucas Leiva

Mesmo que a causa da morte não tenha sido oficializada, o ídolo do Palmeiras e Atlético de Madrid vinha lutando contra o Alzheimer há anos

04/06/2026 15h30

Leivinha (à esquerda) é tio de Lucas Leiva (à direita), nascido em Dourados

Leivinha (à esquerda) é tio de Lucas Leiva (à direita), nascido em Dourados Foto: Montagem

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O ex-jogador João Leiva Campos Filho, conhecido como Leivinha, morreu na tarde desta quinta-feira (04), no interior paulista. O ídolo do Palmeiras e do Atlético de Madrid (ESP) era tio de Lucas Leiva, ex-volante nascido em Dourados e que construiu a carreira no futebol europeu.

A morte foi anunciada pelo clube alviverde pelo qual jogou entre 1971 e 1975 e, como o próprio Palmeiras cita, foi “um meia-atacante de toques rápidos e excelente finalização, presente entre os 15 maiores artilheiros da história do clube e entre os cinco que mais foram às redes pelo Verdão no Campeonato Brasileiro”.

Mesmo que seja parente próximo de um sul-mato-grossense, Leivinha nasceu em Novo Horizonte, no estado paulista. Em novembro de 2013, poucos meses antes da Copa do Mundo no Brasil, Lucas Leiva vivia a expectativa de poder ser convocado por Felipão e seu tio ex-jogador aproveitou para mandar um recado ao sobrinho.

“O importante é estar no grupo. O Luiz Gustavo está muito bem e deve ser o titular da posição na Copa, mas o Lucas é, com certeza, um reserva à altura”, disse na época.

Vale destacar que Leivinha esteve no elenco da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 1974. Devido a problemas físicos e frequentes lesões, o ídolo palmeirense foi forçado a encerrar sua carreira em 1979, com apenas 29 anos. 

Pouco tempo depois do Palmeiras anunciar a morte do ex-jogador, Lucas Leiva se posicionou nas redes sociais. “Tenho certeza que vai fazer muito gol de cabeça no céu. Descanse em paz, tio”, lamentou.

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Postura

Marquinhos defende geração da seleção e cita aprendizado com derrotas

Quem está vivendo uma Copa pela primeira vez pode aprender muito com isso", disse Marquinhos

03/06/2026 23h00

Marquinhos, zagueiro da seleção brasileira

Marquinhos, zagueiro da seleção brasileira Foto: Divulgação

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Aos 32 anos, Marquinhos será o capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. Em sua terceira participação em um Mundial, o zagueiro do PSG, recém-campeão da Liga dos Campeões, afirmou que ainda não considera justo classificar sua geração, da qual fazem parte Neymar e Casemiro, como fracassada em Copas do Mundo.

"Vejo muitas reportagens com antigos campeões que fizeram parte de ciclos que não conseguiram vencer e depois participaram de campanhas vencedoras. Eles usam essa experiência de não ter conquistado o título, de sentir a dor da eliminação, como motivação. Quem está vivendo uma Copa pela primeira vez pode aprender muito com isso", disse Marquinhos.

O defensor admitiu que o momento em que o Brasil chega à Copa de 2026, disputada na América do Norte, é diferente das edições de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar, quando a seleção figurava entre as principais favoritas ao título.

"Não faz sentido comparar com outras Copas. Chegamos bem em outras edições, com grandes expectativas, e não conseguimos vencer. Este é um momento muito diferente. O futebol entrega surpresas. Os últimos campeões mostraram isso. Souberam crescer durante a competição. Já vivi isso na Champions League: começamos sem estar tão bem e acabamos campeões. O importante não é como se começa, mas como se termina", afirmou.

Líder do elenco ao lado de Danilo, Casemiro, Alisson e Vinícius Júnior, Marquinhos defendeu que os jogadores mais experientes não devem assumir o papel de donos da verdade dentro do grupo. Enquanto ele concedia entrevista, os atacantes Rayan e Endrick, ambos de 19 anos, acompanhavam a coletiva na sala de imprensa do hotel onde a delegação brasileira está hospedada.

"Talvez não caiba apenas aos veteranos pensar que são os donos da verdade e que, por terem mais experiência, precisam ensinar tudo aos mais jovens. Todos nós temos responsabilidades. Eu falo muito da minha experiência no clube. Lá também temos um elenco com média de idade baixa, mas preparado para grandes desafios", disse.

O ABRAÇO EM GABRIEL MAGALHÃES

Viralizou no sábado, 30, o abraço que Marquinhos deu em Gabriel Magalhães após o zagueiro do Arsenal desperdiçar o pênalti que garantiu o título da Liga dos Campeões ao PSG. O capitão da seleção lembrou imediatamente do pênalti que perdeu nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, na eliminação para a Croácia

"Acho que não cabe a mim falar sobre como ele está se sentindo. Não sei a dimensão exata do que ele viveu. Perder um pênalti em uma Copa do Mundo tem um peso muito grande. É uma cicatriz que eu também carrego. O melhor é que ele responda por si mesmo", disse.

"Na minha opinião, ele foi o melhor zagueiro do mundo nesta temporada. Não merecia carregar esse peso sozinho. Todos querem fazer o melhor, mas nem sempre conseguimos. Nada daquele momento apaga a temporada que ele fez. Vamos precisar muito dele aqui, e espero que consiga assimilar isso o mais rápido possível", afirmou.

Marquinhos disse ter se surpreendido com a repercussão do gesto, que considerou natural. Assim que Gabriel perdeu a cobrança, em vez de comemorar o título com os companheiros, correu em direção ao colega de seleção para confortá-lo.

"Ele me mandou uma mensagem agradecendo pelo apoio e pelo abraço Posso dizer que a maior vitória daquela noite foi justamente a repercussão que isso teve. Minha mãe ficou orgulhosa, minha esposa, meus irmãos, toda a minha família. Essa foi a minha maior vitória naquela noite. Nós, jogadores, precisamos seguir em frente rapidamente. Quando ganhamos um título, também não podemos comemorá-lo para sempre", concluiu.

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