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Campo Grande - MS, segunda, 19 de novembro de 2018

nada de esporte

Delator de Nuzman defende que COI faça intervenção no Comitê Olímpico do Brasil

7 SET 2017Por FOLHAPRESS12h:49

Eric Maleson, 50, dirigiu a CBDG (Confederação Brasileira de Desportos no Gelo) e participou dos Jogos Olímpicos de Inverno como atleta do bobsled, mas seu papel no esporte nacional ganhou um novo capítulo na terça (5).

O carioca tornou-se delator de um suposto esquema de compra de votos que teria eleito o Rio como sede dos Jogos de 2016 e foi exposto em operação da Polícia Federal.

O presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, é alvo dela.
Maleson se propôs a depor a investigadores franceses. Agora, ele quer que as apurações e desdobramentos continuem. Desafeto de Nuzman, ele enviou comunicados ao COI (Comitê Olímpico Internacional) pedindo que faça uma intervenção no COB.

"Não tenho dúvida de que o COI terá de intervir ou então solicitar uma mudança drástica dentro do COB. O COI tem obrigação de intervir quando há indícios como os que foram revelados na operação da PF", afirmou.
Na terça, o COI se pronunciou após a operação da Polícia Federal. A entidade disse ter "total interesse" no esclarecimento desse assunto.

Maleson afirmou que ainda mantém a cooperação com as autoridades francesas.

"Mas eu não tenho autorização para fazer comentários. O que é importante é que o passo crucial foi dado. Essa é a oportunidade única de limpar o COB", observou.

Foi ele que passou às autoridades a informação de que Nuzman tinha um passaporte russo, o que foi confirmado na busca e apreensão feita por policiais nesta terça (5).

Como presidente de confederação, Maleson participou de assembleias do COB e esteve próximo da cúpula da entidade. Após os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, no entanto, a relação com Nuzman se esgarçou.

Ele foi o único a declarar voto contrário na eleição de Nuzman para a presidência do COB em 2012. Também acusou o rival de ordenar uma invasão à sede da CBDG antes do referido pleito, o que o COB e Nuzman negaram.

Hoje afastado do cenário esportivo nacional, Maleson mantém discurso de ataque. Critica o processo eleitoral e a falta de transparência nas contas do comitê nacional.

"Nuzman fez do COB uma agência de organização de megaeventos. O comitê perdeu o papel de entidade sem fins lucrativos e de massificação no esporte e se transformou em realizador de eventos. Nuzman passou a tratar o COB como balcão de negócios."

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