Entre jogo aéreo e contra-ataques velozes, Tchéquia e África do Sul tentam aproveitar suas diferenças físicas na busca pela primeira vitória na Copa do Mundo 2026
Todo jogo da Copa do Mundo da FIFA 2026 é um duelo de gigantes, mas alguns times são fisicamente mais gigantescos do que outros no sentido literal.
O confronto entre Tchéquia e África do Sul o primeiro da segunda rodada do torneio, pelo Grupo A colocará frente a frente dois elencos de estaturas e propostas físicas muito diferentes nesta quinta-feira, 18 de junho.
A Tchéquia tem 1,85m de média de altura e o sexto elenco mais alto dentre os 48 da competição. Embora tenham perdido por 2 a 1 para a República da Coreia na primeira rodada, os tchecos usaram um "latereio' (um lateral longo como um escanteio) para marcar de cabeça com Ladislav Krejci.
"Não somos monstros em termos de altura física [risos], mas temos jogadores suficientemente altos, sim", analisou o treinador Miroslav Koubek. O capitão Krejci, autor do gol no primeiro jogo, concordou: "O time todo tem qualidades muito fortes, e estamos conscientes de que enfrentaremos outros jogadores de elite."
A África do Sul, por outro lado, tem média de 1,78m de altura e o segundo elenco mais baixo do torneio (mais alto apenas que o da Arábia Saudita).
Porém, com a expulsão do meio-campista Sphephelo Sithole (1,97m) na primeira rodada, o elenco sul-africano se transforma no plantel mais baixo de toda a Copa do Mundo 2026.
Por isso, o treinador Hugo Broos está ciente do risco aéreo que precisará evitar contra a Tchéquia. "O mais importante é analisar o que fizemos de errado contra o México. Perdemos na estreia [por 2 a 0] e agora já vamos enfrentar um adversário totalmente diferente.
A Tchéquia tem um time muito duro e físico, então preciso montar um time com uma proposta diferente para enfrentá-los", explicou na véspera da partida.
"Sabemos o que aconteceu de errado no jogo contra o México. Se conseguirmos melhorar nossa estratégia com a bola no pé, teremos uma chance de vencer o jogo", completou.
O goleiro sul-africano Ronwen Williams também demonstrou preocupação com a estatura tcheca. "O jogo de abertura já passou. Nós fizemos nossa lição de casa para as próximas partidas.
É difícil porque o time deles é muito alto, então precisaremos ter cuidado com jogadas ensaiadas e aéreas dentro da área. Não temos o time mais alto, mas, se tivermos talento, vontade e coragem, as coisas vão ficar bem", analisou.
"Não queremos perder essa fé. Será difícil porque as duas seleções estão na mesma situação agora [após as derrotas na primeira rodada], então será uma luta. Talvez a derrota para o México tenha sido necessária para nós melhorarmos no torneio", disse Williams.
Naturalmente, a tendência é de que a África do Sul priorize o jogo por baixo – algo que sabe fazer bem nos contra-ataques velozes. Ou seja, mesmo se a Tchéquia tiver vantagem na estatura, pode correr riscos de formas diferentes se não tiver atenção com a bola no pé.
"Vamos ajustar a estratégia a esse novo oponente, que tem contra-ataques muito rápidos. Sabemos que a África do Sul é excelente na pressão para recuperação de bola, e são um time muito diferente do que enfrentamos na primeira rodada", alertou o tcheco Koubek.
Foto: FIFA
Apesar do tom de cautela, o treinador disse que não há nervosismo de sua parte para o jogo. "Nervoso? Não estou. Vamos dizer que estou sentindo uma tensão saudável. Apesar da derrota no primeiro jogo, ainda podemos mudar nossa sorte", afirmou o tcheco.
O treinador da África do Sul parece pensar parecido.
"Isso é parte do nosso trabalho. Quando perde, você é criticado; quando vence, é um rei.Quando nos classificamos para a Copa do Mundo, alguém disse que deveriam fazer uma estátua minha na África do Sul. Eu disse: ‘então façam de madeira, porque assim vai queimar mais fácil se eventualmente perdermos um jogo’. Será uma partida muito importante para nós", concluiu Broos.
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