Cidades

Pesos e medidas

Em MS, 2ª via de identidade custa R$ 188; taxa mais cara do Brasil

No Amazonas, o serviço é gratuito

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Orçado em R$ 188,80, o custo para emitir a 2ª via da identidade em Mato Grosso do Sul é o mais caro do Brasil. Apesar da estatística local, em outros estados do país os custos são expressivamente menores. Em Pernambuco, a taxa cobrada custa R$ 26,98, ao passo que na Paraíba (R$ 16,85) e no Sergipe (R$ 17,10) os valores estabelecidos para emissão da segunda via do documento ficam abaixo dos R$ 20. No Amazonas, o serviço é gratuito.

De acordo com Secretária de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o valor é balizado por meio da Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul (Uferms). 

Cabe destacar que a unidade de medida é usada para cobrança de impostos estaduais e atualização de contratos fechados para prestação de serviços com empresas privadas, e possui reajustes mensais e em valor real. Questionada pelo Correio do Estado acerca da emissão do novo formato, a Sejusp destacou que irá cumprir os prazos estabelecidos pelo Ministério da Justiça. O novo documento deve ser emitido até março deste ano.

Lista e custos por Estado

  • Mato Grosso do Sul - R$ 188,80
  • Minas Gerais - R$ 95,41
  • Rio Grande do Sul - R$ 81,84
  • Paraná - R$ 38,30
  • Santa Catarina - R$ 44,79
  • Mato Grosso - 70,09
  • Goias - R$ 34,83
  • Rondonia - R$ 162,79
  • Roraima - 54,93
  • Tocantins - R$ 25,00
  • Distrito Federal - 42,00
  • Pernambuco - 26,98
  • Espírito Santo - R$ 73,03
  • Acre - R$ 96,10
  • Alagoas - R$ 31,03
  • Amapá - R$ 27,33
  • Bahia - R$ 43,62
  • Ceará - R$ 51,13
  • Maranhão - R$ 44,19
  • Pará - R$ 35,33
  • Rio Grande do Norte - R$ 25,00
  • Rio de Janeiro - R$ 48,88
  • São Paulo - R$ 47,96
  • Amazonas - Gratuito
  • Paraíba - R$ 16,85
  • Sergipe- R$ 17,10
  • Piauí -  R$ 20,40

* Dados fornecidos pelos Estados

Novo documento

A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), substituirá o Registro Geral (RG), deverá começar a ser emitida em Mato Grosso do Sul até março de 2023.

Conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), caso não haja alteração no Decreto nº 10.977, a primeira emissão do novo documento será considerada primeira via e, portanto, gratuito. 

O intuito do novo documento é padronizar o registro nos 26 estados e no Distrito Federal. Atualmente, as pessoas podem solicitar uma carteira de identidade com um número diferente em cada unidade da Federação.  

Entre as novidades, a nova identidade conterá somente a numeração única do Cadastro de Pessoa Física (CPF) como padrão de identificação nacional.  

Segundo o Diário Oficial da União (DOU), o documento poderá, informar o tipo sanguíneo e fator RH, anotação de doador de órgãos e condições específicas de saúde, a fim de auxiliar e preservar a vida do titular.  

O nome social também poderá ser incluído mediante solicitação nos termos previstos pelo Decreto nº 8.727, de 28 de abril de 2016. Para brasileiros que têm CPF e moram no Acre, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a emissão da nova identidade está disponível desde agosto do último ano.

Por fim, a reportagem questionou a Sejusp sobre as métricas utilizadas para aplicar o valor de 4 uferms na emissão da segunda via do RG e salientou a discrepância entre os valores aplicados entre os Estados. Não obtivemos retorno até o momento. O espaço segue aberto.

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Inscrições até dia 25

Iniciação científica: IFMS oferece 247 bolsas e auxílio de até R$ 1 mil

Projetos devem ser submetidos por coordenadores por meio do Sistema Unificado de Administração Pública

07/05/2026 17h45

Divulgação/IFMS

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) conta com edital para seleção de projetos de iniciação científica e tecnológica com 247 bolsas para estudantes de níveis médio e superior, além de recursos de até R$ 1 mil por proposta para custeio de pesquisa. As inscrições começam no dia 30 de abril e seguem até o próximo dia 25.

O processo integra o ciclo 2026-2027 do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica (Pitec) e prevê vigência das atividades entre setembro deste ano e agosto de 2027. Os projetos devem ser submetidos por coordenadores por meio do Sistema Unificado de Administração Pública (Suap).

Ao todo, serão investidos R$ 1,41 milhão em bolsas, com recursos do próprio IFMS, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). Para estudantes do ensino médio, o valor mensal é de R$ 300, enquanto no ensino superior as bolsas chegam a R$ 700.

A distribuição contempla 117 bolsas para o ensino médio (entre Pibic-EM e ações afirmativas) e 122 para o ensino superior, divididas entre Pibic, Pibiti e Pibic-AF. Além disso, o edital reserva R$ 50 mil para apoio à pesquisa e inovação, permitindo que cada projeto solicite até R$ 1.000,00 para aquisição de insumos e manutenção.

A análise das propostas ocorrerá nos meses seguintes, com divulgação do resultado preliminar em 10 de agosto e final no dia 14. O início das atividades está previsto para 1º de setembro.

Podem coordenar projetos servidores docentes e técnicos-administrativos do quadro permanente, que devem optar entre as categorias júnior e sênior. A categoria júnior é destinada a quem não coordenou projetos de iniciação científica no IFMS antes de 2026 e conta com reserva de 10% das bolsas Pibic-EM.

Para participar, os estudantes precisam estar regularmente matriculados, ter currículo atualizado na Plataforma Lattes e não possuir vínculo empregatício nem acumular bolsas. A carga horária exigida é de cinco horas semanais para o ensino médio e 20 horas para o superior.

A seleção será feita em duas etapas: avaliação do mérito científico do projeto, por pareceristas internos e externos, e análise do currículo do coordenador. A nota final considera peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo, sendo aprovadas as propostas que atingirem ao menos 60% da pontuação máxima.

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Desenvolvimento

MS avança em Capital Humano e se mantem no TOP 10 brasileiro pelo 3º ano consecutivo

No Ranking da Competitividade dos Estados, MS ocupa a 9ª posição desde 2023

07/05/2026 17h30

MS ocupa 9ª posição entre os estados competitivos do País

MS ocupa 9ª posição entre os estados competitivos do País FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul se manteve estável na 9ª posição entre os estados brasileiros no Ranking da Competitividade entre os Estados pelo terceiro ano consecutivo. 

Em 2022, o Estado ocupava o 7º lugar na lista, mas caiu duas posições no ano seguinte, puxado pelos resultados negativos nos indicadores de Eficiência da Máquina Pública, Sustentabilidade Social, Sustentabilidade Ambiental e Segurança Pública. 

Em 2025, MS se destacou nos pilares de Sustentabilidade Ambiental e Capital Humano. Neste último, ocupa o segundo lugar no ranking nacional, subindo uma posição em relação a 2024. Já sobre sustentabilidade ambiental, foram 5 posições a mais, chegando ao 9º lugar a nível nacional. 

O ranking é elaborado desde 2011 pela organização suprapartidária Centro de Liderança Pública (CLP) e a edição especial de 2026 ano foi divulgada nesta quinta-feira (7).

O pilar de Capital Humano avalia o nível educacional da mão de obra, aspectos ligados à inserção no mercado de trabalho e os impactos sobre a produtividade da economia. Ele considera o número de matrículas nos ensinos técnico, profissionalizante e superior e a qualificação dos trabalhadores em emprego formal.

Assim, o bom desempenho do Estado na categoria indica avanços na preparação da mão de obra e na sua inserção na economia formal.

No pilar de Sustentabilidade Social, o destaque de MS foi na categoria de Desigualdade de Renda, ocupando o 5º lugar no ranking geral em 2024, um aumento de 4 posições com relação ao ano anterior. No índice de Famílias Abaixo da Linha da Pobreza, o Estado tem o 3º menor índice do País, ficando atrás apenas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

Durante evento realizado em Brasília nesta quinta-feira, o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, afirmou que os resultados representam a consolidação de uma agenda de desenvolvimento sustentável, visando a redução de desigualdades e ampliação de oportunidades.

 “O Governo do Estado tem trabalhado para fortalecer políticas públicas integradas, alinhadas a metas e resultados, com foco na eficiência da gestão e na ampliação das oportunidades para o cidadão sul-mato-grossense”, disse. 

Para o secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Castro Nogueira, o avanço de Mato Grosso do Sul reflete estratégias baseadas em um planejamento visando a preparação do Estado para uma economia cada vez mais dinâmica.

“Os indicadores demonstram que Mato Grosso do Sul tem avançado na qualificação da sua população e na redução das desigualdades, o que é fundamental para um crescimento sustentável e inclusivo”, afirmou Nogueira. 

Edição especial 

Lançado nesta quinta-feira (7), o Centro de Liderança Pública (CLP) elaborou uma edição especial do Ranking de Competitividade  dos Estados 2026 - Eleições, com o objetivo de utilizar a série histórica do ranking para oferecer um diagnóstico mais aprofundado na gestão dos governadores. 

O estudo mostra a posição atual de cada estado, indicando como ele está hoje em termos de desempenho e competitividade e mostra quais estados estão avançando mais rápido, destacando o ritmo de evolução recente. 

Assim, um estado pode aparecer bem posicionado no ranking, mas não possuir muitos avanços recentes. Enquanto isso, outro estado pode estar em posição inferior, mas demonstrar crescimento acelerado. 

"O estudo busca qualificar o debate eleitoral com base em evidências concretas, ao mesmo tempo em que chama atenção não apenas para quem está na liderança, mas também para os estados que vêm mostrando evoluçã. A proposta é incentivar políticas públicas mais eficientes e orientadas a resultados", explicou o diretor-presidente da CLP, Tadeu Barros. 

A edição especial foi desenvolvida a partir de séries históricas e avalia o desempenho dos estados brasileiros em cinco dimensões: economia, gestão pública, sociedade, sustentabilidade ambiental e segurança pública. 

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