Política

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Para PDT, Bolsonaro não comparecerá a debates por ser 'covarde' e 'fujão'

Carlos Lupi disse que atestado médico de capitão é "desculpa esfarrapada"

Continue lendo...

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, acusou nesta quarta-feira (10) o candidato a presidente do PSL, Jair Bolsonaro, de se comportar como um “covarde” e um “fujão”.

O presidenciável deve cumprir atestado médico e não comparecer a debates televisivos até o final da próxima semana, entre eles da Rede Bandeirantes e TV Gazeta.

Para Lupi, ele tem utilizado um “atestado ad perpetuam” como “desculpa esfarrapada” para que a população brasileira não conheça sua verdadeira identidade.

“Ele está correndo dos debates e sendo covarde. Não quer apresentar ao povo brasileiro o que pensa. Como haverá uma eleição com dois candidatos se um deles não quer participar do debate?”, questionou.

O dirigente pedetista afirmou ainda que, caso seja eleito, Bolsonaro também poderá utilizar atestado médico para não cumprir obrigações governamentais ou compromissos públicos.

“Virou desculpa esfarrapada e feia. Por que ele pode dar entrevista para a TV Record? É medo, é correr, é fujão”, disse, referindo-se a entrevista concedida por Bolsonaro para a emissora televisiva durante debate eleitoral promovido pela Rede Globo.

“Eu acho que é um erro do médico dar um atestado novo, porque isso pode ser fatal para sua eleição. O povo não gosta de fujão, criticou.

A executiva nacional do PDT se reúne nesta quarta-feira, em Brasília, para anunciar um apoio crítico à candidatura de Fernando Haddad, do PT.

RECURSOS PÚBLICOS

Fiscalização mira R$ 17,4 milhões de "emendas Pix" de Soraya

Auditorias apontam falhas nos planos de trabalho, falta de rastreabilidade, risco de desperdício e até mesmo superfaturamento

12/08/2026 07h40

Emendas da senadora Soraya Thronicke são alvos de investigação

Emendas da senadora Soraya Thronicke são alvos de investigação Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Continue Lendo...

“Emendas Pix” que somam R$ 17,4 milhões indicadas pela senadora Soraya Thronicke (PSB) entraram no radar de órgãos de controle em diferentes procedimentos, relacionados à transparência, à rastreabilidade e à execução dos recursos públicos.

Conforme apuração do Correio do Estado, o montante milionário reúne dois conjuntos distintos, sendo o principal deles formado por duas emendas, que somam R$ 15,4 milhões, destinadas ao Instituto de Desenvolvimento Socioambiental (IDS) e submetidas à auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU). 

Os outros R$ 2 milhões correspondem a transferências destinadas a quatro municípios de Mato Grosso do Sul que apresentaram problemas relacionados aos planos de trabalho e às informações necessárias para permitir o acompanhamento da aplicação do dinheiro.

Os casos ganham novo destaque diante da ofensiva do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ampliar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares. 

O ministro considera que ainda persiste um “estado de inconstitucionalidade” na execução dessas verbas e tem determinado providências para permitir que os recursos sejam acompanhados desde a indicação parlamentar até o beneficiário final.

Em uma frente distinta, auditoria recente do Tribunal de Contas da União (TCU) examinou 100 transferências especiais, conhecidas como “emendas Pix”, destinadas a dezenas de entes públicos e que somavam aproximadamente R$ 198 milhões. Foram identificadas mais de 200 ocorrências irregulares e dezenas de milhões de reais em potenciais prejuízos.

A parcela mais significativa dos recursos envolve duas emendas de Soraya destinadas ao IDS nos anos de 2023 e 2024.

Uma delas, de aproximadamente R$ 7,48 milhões, tinha como finalidade promover capacitação e ações de fortalecimento da agricultura e da pecuária em Mato Grosso do Sul, com ênfase em Naviraí.

A segunda, de aproximadamente R$ 8 milhões, previa ações para promover produção, transferência de conhecimento, tecnologia e inovação por meio de feiras e qualificação de produtores rurais de Aquidauana, Coxim e Naviraí.

Os recursos foram empregados em iniciativas que incluíram eventos denominados Cozinha Show, concursos de merendeiras e ações relacionadas ao Pantanal Tech.

Na auditoria, a CGU considerou pouco detalhados os planos de trabalho apresentados pelo IDS. Entre os problemas encontrados estavam a ausência de metas e de indicadores capazes de permitir a avaliação dos resultados obtidos com a aplicação do dinheiro.

Outro ponto destacado pelos auditores foi a ausência ou insuficiência de extratos bancários. Segundo a CGU, a deficiência compromete a transparência e a rastreabilidade dos recursos públicos e dificulta a comprovação de que todo o dinheiro foi utilizado conforme os respectivos planos de trabalho.

Na avaliação do órgão, os problemas aumentam o risco de má aplicação do dinheiro. O relatório também apontou riscos de desperdício de recursos públicos e superfaturamento.

Além dos R$ 15,4 milhões destinados ao IDS, Soraya aparece como autora de outro conjunto de “emendas Pix”, no valor total de R$ 2 milhões, destinadas diretamente a quatro municípios.

A maior transferência foi para Aparecida do Taboado, que recebeu R$ 1,5 milhão. Outros R$ 200 mil foram para Corumbá, divididos em duas transferências de R$ 100 mil, Campo Grande recebeu R$ 200 mil e Dourados, R$ 100 mil.

Nesse conjunto, os questionamentos estão relacionados principalmente à apresentação dos planos de trabalho e das informações necessárias para assegurar a transparência e também a rastreabilidade das transferências.

Bancada federal

Dagoberto empobrece quase R$ 2 milhões e Gordinho do Bolsonaro enriquece quase R$ 6 mi

Além de Nogueira, apenas ala petista ficou mais pobre durante mandato; veja

11/08/2026 18h45

Bancada federal de Mato Grosso do Sul tem oito deputados

Bancada federal de Mato Grosso do Sul tem oito deputados Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Entre os oito deputados que compõem a atual bancada federal, apenas Dagoberto (PP) e a ala petista composta por Camila Jara e Vander Loubet perderam patrimônio durante o mandato, ao passo que o patrimônio de Rodolfo Nogueira (PL), conhecido como Gordinho do Bolsonaro, cresceu R$ 5,6 milhões nos últimos quatro anos, maior evolução patrimonial do período entre os eleitos.

Beto Pereira (Republicanos), Geraldo Resende (União Brasil), Luiz Ovando (PP) e Marcos Pollon (PL) todos declararam patrimônio maior à Justiça eleitoral em 2026.

Em 2022, Dagoberto declarou R$ 5,8 milhões em bens, patrimônio que caiu para R$ 3,94 mi em 2026, redução de 33% ao longo do mandato, maior perda patrimonial entre os eleitos.

Da mesma maneira que o candidato do Progressistas, a ala petista composta por Vander Loubet e Camila Jara também declarou estar mais pobre em 2026, redução expressivamente mais modesta se comparada a perda do deputado Progressista.

Candidato ao Senado no pleito deste ano, Loubet declarou 4,172 milhões há quatro anos, patrimônio que caiu para R$ 4,122 mi, redução de aproximadamente R$ 50 mil.

Em busca da reeleição, Camila Jara declarou R$ 260 mil em 2024, ano em que disputou a prefeitura de Campo Grande. Dois anos mais tarde, seu patrimônio encolheu 13% (R$ 226 mil).

Na contramão dos colegas, Beto Pereira, também candidato a prefeitura há dois anos, declarou R$ 4 milhões em 2026, patrimônio que cresceu 49%. Em 2024, declarou à Justiça cerca de R$ 2,7 mi em bens, patrimônio R$ 1,3 milhão maior no período. 

Com patrimônio pouco superior a R$ 800 mil em 2022, Dr. Luiz Ovando declarou R$ 1 milhão neste ano, evolução patrimonial de 25% em quatro anos. 

Mais ricos 

Conforme o portal de candidaturas da Justiça eleitoral, Geraldo Resende enriqueceu R$ 2,1 milhões em quatro anos, patrimônio que saiu de R$ 4,2 milhões em 2022 para R$ 6,3 milhões neste ano.  
 
Rodolfo Nogueira havia declarado à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 7,7 milhões há quatro anos. Para este pleito deste ano, o deputado federal da região de Dourados declarou um patrimônio de R$ 13,44 milhões, crescimento de 73%.

Nogueira, que também foi um deputado bem ativo na liberação de emendas parlamentares no Estado, indica que quase um terço de seu patrimônio está no banco: ele tem R$ 5,27 milhões na conta bancária, além de R$ 5,8 milhões em soja.

Marcos Pollon também declarou que ficou mais rico à Justiça Eleitoral. Há quatro anos, seu patrimônio era de R$ 1,24 milhão, agora, seus bens totalizam R$ 3,31 milhões, um aumento de 166,19%, ou em uma outra exemplificação, 2,66 mais do que tinha nas eleições passada. 

Dentre os candidatos do PL para estas eleições, além de Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, Luana Ruiz, que é suplente de ambos, também concorre novamente. O patrimônio dela saltou de R$ 203,6 mil nas eleições passadas, para R$ 885 mil neste pleito. 

O maior patrimônio dentre os candidatos a deputado federal pelo Partido Liberal é de Rodolfo Nogueira. Os R$ 13,44 milhões dele superam os R$ 1,93 milhão de Edson Giroto, ex-secretário de Obras de André Puccinelli (MDB) e preso durante a Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal, e os R$ 6,1 milhões da deputada estadual Mara Caseiro.

Candidato Patrimônio atual  2024 2022 Valor Bruto Percentual
Dagoberto  R$ 3.940.079,22   R$ 5.880.631,39 -R$ 1.940.552,17 -33,00%
Vander Loubet R$ 4.122.759,55   R$ 4.172.729,51 -R$ 49.969,96 -1,19%
Camila Jara  R$ 226.008,50 R$ 260.231,73 R$ 226.008,50 -R$ 34.223,23 -13%
Luiz Ovando  R$ 1.078.462,21   R$ 861.269,42 R$ 217.192,79 25,22%
Beto Pereira  R$ 4.057.310,41 R$ 2.711.315,47 R$ 1.161.242,85 R$ 1.345.994,94 49,64%
Marcos Pollon  R$ 3.315.218,31   R$ 1.245.430,12 R$ 2.069.788,19 166,19%
Geraldo Resende R$ 6.397.036,41   R$ 4.280.095,51 R$ 2.116.940,90 49,46%.
Rodolfo Nogueira  R$ 13.446.798,08   R$ 7.760.556,59 R$ 5.686.241,49 73,27%.

*Saiba 

Diferente dos demais, Camila Jara e Beto Pereira foram os únicos que disputaram eleições em 2024, ano utilizada como base para o cálculo. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).