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Campo Grande - MS, segunda, 10 de dezembro de 2018

CELULOSE

Governo do Estado não concorda
com fusão de Fibria e Paper Excelence

Secretário avalia que fusão configura monopólio na produção de celulose

13 MAR 2018Por ALINE OLIVEIRA E EDUARDO FREGATTO18h:46

Enquanto o mercado nacional e internacional acompanha a definição oficial da fusão entre a Fibria, uma das maiores empresas do mundo, e a Suzano Papel e Celulose ou a Paper Excellence, que já é proprietária de 49% da Eldorado Brasil, o governo de Mato Grosso do Sul avalia com preocupação esse cenário de monopólio.

De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, a união entre a Fibria e a Suzano seria muito importante para produção estadual, visto que a proponente brasileira possui um perfil produtivo dinâmico. "É uma junção que aumentaria a competitividade produtiva da celulose em Mato Grosso do Sul", pontua. 

Porém, o titular da Semagro é contrário a fusão com a Paper Excellence, gigante chinesa que já adquiriu no ano passado 49% da Eldorado Brasil, e que assim como a Fibria possui unidade em Três Lagoas, na costa leste do Estado.

"Espero que isso não aconteça, pois seriam três plantas envolvidas em uma mesma região e na minha opinião isso configura monopólio. Se considerarmos uma área de 700 mil hectares no comando de uma só indústria, isso pode influenciar futuramente no valor de produção regional", argumenta. 

Ontem (12), a regional da Fibria em Mato Grosso do Sul divulgou uma nota oficial na qual informou que os acionistas controladores da indústria estão em negociação com a Suzano Papel e Celulose, porém ainda não há definição dos termos e condições para conclusão de um possível negócio. 

Enquanto isso, nesta terça-feira (13), uma das controladoras da Fibria, o BNDESPar, confirmou que recebeu uma proposta da Paper Excellence para aquisição de sua participação.

A oferta da Paper Excellence se estende ainda ao outro acionista do grupo controlador da Fibria, a Votorantim, por meio de direito de venda conjunta, mecanismo conhecido como tag along,  informou a controladora ao jornal Folha de São Paulo.

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