Economia

DISTRIBUIÇÃO

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Venda de gás natural tem aumento
de 26,4% em Mato Grosso do Sul

Mesmo com sombra da crise, setor conseguiu crescer no ano passado

RENATA PRANDINI

14/01/2019 - 05h00
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O bom desempenho da economia de Mato Grosso do Sul influenciou no resultado da distribuição de gás natural no Estado. Uma das principais fontes de receita com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do gás, a distribuição do combustível encerrou o ano de 2018 com crescimento de 26,46%.

Conforme dados da MSGás, o volume distribuído foi de 214,218 mil metros cúbicos por dia no ano passado, contra 169,392 mil m³/dia em 2017, sem levar em consideração o consumo de termelétricas. O resultado corresponde a uma média de 6,426 milhões de m³ de gás natural distribuídos por mês. 

O principal responsável por esse desempenho ainda é a indústria. Sozinho, o setor correspondeu à demanda de 206,339 mil m³ por dia, 27,09% a mais em comparação com o mesmo período do ano passado (164,344 mil m³/dia).

“Nós tivemos um ano de estabilidade econômica muito importante e isso refletiu no setor produtivo do Estado, principalmente no comércio e nas indústrias, o que nos proporcionou um crescimento sólido”, destacou o presidente da companhia, Rudel Espíndola Trindade Júnior. 

De acordo com ele, o ano de 2018 também foi marcado por desempenhos inesperados, como nos casos dos setores residencial e automotivo. O primeiro segmento representou o maior crescimento do ano, 39,73%, passando de 687 m³/dia para 960 m³/dia. “Tivemos uma grata surpresa na adesão do mercado residencial. Esse mercado está sentindo, a cada dia, a confiabilidade do gás natural, está verificando a logística, a segurança e o preço como pontos positivos. Isso tem levado esse mercado a bater recordes sucessivos”, completou Rudel.

Já a demanda de gás natural veicular teve desempenho mais tímido, 6,74% (passando de 3,782 mil m³ para 4,037 mil m³/dia), mas não menos importante, uma vez que o segmento automotivo teve quedas nos anos anteriores. Para o diretor técnico e comercial da companhia, Bernardo Prates, o resultado do setor e o recorde alcançado em dezembro, com 12,596 mil metros cúbicos por dia, se devem à competitividade do gás natural diante de outros combustíveis. “Em Mato Grosso do Sul, quem utiliza esse combustível pode economizar mais de 50%”, reforçou Prates. 

No setor comercial, o aumento foi de 21,71%, fechando o ano com 2,152 mil m³ distribuídos por dia entre as cidades abastecidas pela MSGás. O resultado também se deve ao processo de migração de hotéis, restaurantes e hospitais para o uso do gás natural.

COMPRA DIRETA

A expectativa, explicou o diretor-presidente da companhia, é que neste ano, quando encerra-se  o contrato vigente com a Petrobras, seja finalizado o contrato de compra com a Bolívia. “Será um ano em que algumas estruturas macro do gás natural serão discutidas: a finalização do contrato de gás da Petrobras com a Bolívia; a chamada pública de transporte do Gasbol. Será um ano de muito movimento e muita atenção em torno do gás natural e o governo do Estado está atento a isso. Estamos negociando o nosso suprimento de gás com a Bolívia para que não haja nenhum problema com desabastecimento ou redução do consumo”, explicou.

O presidente da MSGás explicou que essa negociação está avançada, visando também um novo crescimento da demanda por gás. “Nós vimos que houve um aumento das exportações, principalmente, na área de celulose. A cada ano, temos tido aumento das exportações. Isso significa mais produção e, consequentemente, mais consumo do gás natural”, disse. (Com a colaboração de Eduardo Fregatto)

Economia

Em meio à crise, presidente da Petrobras descarta aumento de preços dos combustíveis

Na última semana, o presidente Jean Paul Prates confirmou que as etapas para conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), em Três Lagoas, devem ser retomadas no fim deste ano.

18/04/2024 17h23

Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates Thomaz Silva/ Agência Brasil

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Durante um evento no Rio de Janeiro, com foco em "O Fortalecimento da Indústria Naval Nacional e o Setor Energético Offshore", o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, descartou um aumento nos preços dos combustíveis no Brasil a curto prazo.

"Estamos avaliando as condições de mercado. Não há razão nenhuma para aumento agora. Não está sendo avaliado (aumento para as próximas semanas). Estamos monitorando o cenário internacional. Por enquanto não há nada que faça mover. E o preço do petróleo indica isso", relatou ao jornal O Globo, na manhã de hoje (18).

Conforme divulgado pelo Correio do Estado, no início desta semana, a Petrobras anunciou que as etapas para a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), em Três Lagoas, devem ser retomadas até o final deste ano. A estatal informou que o processo licitatório para o reinício das obras será aberto em dezembro de 2024.

A expectativa inicial é que a unidade comece a operar até o fim de 2023.

Na semana passada, o governador Eduardo Riedel (PSDB) pediu ao presidente Lula que "olhasse com carinho" para a fábrica, que está com as obras paradas desde 2014. O pedido foi feito durante visita do presidente a Campo Grande.

Nesta segunda-feira (15), o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, confirmou as falas do presidente, em entrevista à CNN, que as obras serão retomadas em breve.  
   

A UFN3, em Três Lagoas, está com as obras paralisadas - ReproduçãoA UFN3, em Três Lagoas, está com as obras paralisadas - Reprodução

Investimentos

De acordo com o presidente da Petrobras, rebateu um dossiê feito na semana passada, contra a permanência dele no comando da estatal e que apontava que Prates resistia em concluir a UFN3, que precisa de investimento de R$ 5 bilhões.

Durante a conversa, Jean Paul afirmou que sempre defendeu a importância da inclusão do projeto da fábrica no Planejamento Estratégico da Petrobras, o que foi feito em novembro do ano passado, após demonstração técnica de viabilidade financeira e decisão da estatal de voltar ao setor de fertilizantes.

O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, reafirmou que o dossiê sobre a não retomada da UFN3 não correspondia à realidade

"Estamos acompanhando o assunto junto com a ministra Simone Tebet e temos inclusive a previsão que a licitação ocorra no final de ano", disse.

Quando concluída, a UFN3 deve reduzir em 15% a dependência brasileira dos nitrogenados, contribuindo para a autonomia nacional no setor de fertilizantes.

A obra da UNF3 foi paralisada no fim de 2014, com 81% da construção realizada.

A fábrica de fertilizantes foi projetada para consumir diariamente 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural, fazendo a separação e os transformando em 3.600 toneladas de ureia e outras 2.200 toneladas de amônia por dia.
 

Valor do petróleo 

Na tarde desta quinta-feira (18), o preço do petróleo Brent, usado como referência internacional, está em queda de 0,22%, a US$ 87,10. Na semana passada, chegou a passar os US$90. Segundo dados da Abicom, que reúne os importadores, o preço da gasolina cobrado pela estatal está 20% menor em relação ao cenário internacional. No caso do diesel, a diferença hoje é de 10%

Declarações 

Conforme informações do governo brasileiro, os preços feitos pela  Petrobras ocorreram em outubro do ano passado, quando a estatal reduziu o valor da gasolina nas refinarias, quando passou de R$2,93 para R$2,81. No caso do diesel, a queda foi em dezembro (caindo de R$3,78 para R$3,48).

Durante o evento nesta quinta-feira, o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que o impacto do conflito no Oriente Médio não deve intervir sobre os valores dos combustíveis no Brasil.

As declarações de Prates ocorrem em momento de crise na estatal, que se estendeu  ao Conselho de Administração da estatal, após falas de Silveira. 

A crise chegou até o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), com sede em São Paulo, que derrubou a decisão em primeira instância e reconduziu à presidência do Conselho de Administração da Petrobras, Pietro Mendes, um dos representantes da União no colegiado. Ele foi afastado na última semana. Logo em seguida, a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu.

Questionado como estava no clima dentro da Petrobrás, Prates disse estar tranquilo.

"Eu estou tranquilo. O presidente Lula está na Colômbia. Eu não fui a Brasília para isso. Temos agendas em Brasília constantemente. Por exemplo, eu passei o dia inteiro no TCU (Tribunal de Contas da União). Fui ver as lideranças no Senado. São meus amigos afirmou Prates".

 

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Orçamento

Com previsão de R$ 6,8 bilhões, orçamento da Capital deve ser 4% maior em 2025

Dentre as novidades deste ano, a possibilidade de destinar 5% do valor das emendas impositivas para a primeira infância

18/04/2024 12h00

Divulgação

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A Câmara Municipal de Campo Grande recebeu, nesta segunda-feira (16), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2025, com previsão de aproximadamente R$ 6,8 bilhões.

Esse número representa um aumento de cerca de 4% em relação ao orçamento de 2024, que foi de R$ 6,5 bilhões.

O processo de tramitação agora se inicia, permitindo que os vereadores apresentem emendas à proposta. Além disso, está prevista a realização de uma audiência pública para ouvir a opinião da população.

A expectativa é que o projeto seja votado até o final do primeiro semestre.

Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2025

Dentre as novidades deste ano, a possibilidade de destinar 5% do valor das emendas impositivas para a primeira infância, com foco especial na educação infantil é uma delas.

O relator da proposta é o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento do Legislativo, vereador Betinho.

"Os vereadores têm agora o prazo regimental para apresentar suas emendas, incluindo esta nova opção para beneficiar a educação infantil. A LDO é crucial porque estabelece as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária Anual, que será detalhadamente analisada no segundo semestre", ressalta o vereador.

Em 2024, estabeleceu-se a destinação de 25% da receita para aprimorar o ensino, reservando 1% para iniciativas culturais e 15% de acordo com as diretrizes do Conselho Municipal de Saúde.

Quanto às Emendas Impositivas, diferenciam-se das ordinárias por serem de cumprimento obrigatório pelo Executivo. Em Campo Grande, metade do valor dessas emendas é destinada à saúde, enquanto o restante é direcionado a outras áreas. Com a nova medida, pretende-se destinar 5% para programas relacionados à primeira infância no próximo orçamento.

 

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