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Três Lagoas

Tribunal de Contas da União vai definir
se UFN III poderá ser vendida ou não

Construção da fábrica de fertilizantes está parada desde final de 2014

14 FEV 17 - 18h:49RODOLFO CÉSAR

Parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) é que vai permitir ou não a retomada da construção da Unidade de Fertilizantes de Três Lagoas (UFN III), que pertence à Petrobras. O órgão precisa avalizar se a estatal pode vender seus ativos, o que permitiria a negociação da fábrica.

A construção da UFNIII ainda depende de cerca de R$ 500 milhões e mais de 80% da unidade já foi construída. O que já foi investido totaliza R$ 3 bilhões. A Petrobras chegou a retomar o empreendimento, mas destinou apenas R$ 4,616 milhões.

A Petrobras parou a obra em 2014, depois de não conseguir arcar com os custos e dar calote em funcionários e empresas que forneciam materiais. Ações judiciais e pedido de bloqueios chegam a quase R$ 50 milhões. A estimativa é que há um passivo de R$ 64 milhões que não foram pagos.

A empreiteira chinesa Sinopec mandou representantes a Três Lagoas em maio do ano passado para conhecerem a construção e manifestaram interessa na compra da unidade. A empresa manteve contato tanto com o governo municipal da época como do Estado para informar sobre o interesse.

“Agora é só o TCU liberar os ativos para a Petrobras poder vender. Não tenho dúvida que resolvido esse imbróglio no TCU, terá muita empresa privada interessada nesta fábrica de fertilizantes”, opinou o governador Reinaldo Azambuja, que hoje foi a Brasília e teve audiência fora da agenda oficial com o presidente Michel Temer e ainda discutiu temas com a bancada federal.

A viagem foi feita para registrar à União a necessidade de a Petrobras manter o nível de importação de gás boliviano. Redução em janeiro deste ano fez a arrecadação do ICMS do Estado cair e gerou alerta da equipe econômica estadual.

Na próxima semana Azambuja deve viajar ao Rio de Janeiro para se reunir com a diretoria da Petrobras.

NO TRIBUNAL

Em sessão realizada no dia 1º de fevereiro, os ministros do TCU discutiram o tema, mas houve pedido de vistas formulado por Bruno Dantas, por isso não houve decisão.

O acórdão já firmado, de dezembro de 2016, é que houve autorização cautelar para que apenas cinco projetos pudessem ser negociados. Entre eles não consta o da UFN III. O relator do processo é o ministro José Múcio Monteiro.

A discussão segue em aberto e não há prazo para que seja dada decisão final.

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