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ALÍVIO PARA O GOVERNO

Sob nova direção, termelétrica é esperança de MS driblar crise do gás

Empresa vai gerar impostos e empregos, além de comprar gás de estatal sul-mato-grossense
13/11/2019 14:09 - RICARDO CAMPOS JR.


 

A termelétrica Willian Arjona passou oficialmente para as mãos do grupo Delta nesta quarta-feira (13). O empreendimento deve começar a funcionar novamente no segundo semestre de 2020 comprando a matéria-prima da MSGÁS, tornando-se um dos principais clientes da estatal e ajudando a aliviar as contas do governo pela geração de impostos.

“Esse tipo de usina dá estabilidade ao setor energético brasileiro porque não depende de sazonalidades climáticas. A hidrelétrica depende das chuvas e níveis de reservatórios, a eólica depende da força dos ventos e a solar depende da radiação dos raios solares. A térmica é uma energia constante. Com ela, nosso estado se torna mais competitivo”, disse o governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

A Willian Arjona, que deve mudar de nome a partir de agora, será a primeira termelétrica da Delta. A usina tem capacidade instalada de 190 MW.

“Foi uma questão de oportunidade. A usina estava por conta de decisão da Engie em processo de descarbonização da matriz energética, colocou à venda e a Delta, que já está inserida no setor de energia, achou conveniente adquirir”, disse o diretor-presidente da companhia, Marconi Melquíades de Araújo.

A termelétrica deve se tornar uma das principais clientes da MSGAS. “Esse investimento é importante para o estado. Eles vão recuperar a turbina e equipamentos e paralelamente farão uma negociação para o fornecimento de gás para eles. Temos tempo para isso, esse tempo é necessário. O governo tem feito isso com outros empreendedores: ser o articulador para a compra de gás. Quando estiver operando, consumir 1,3 milhão de metros cúbicos por dia. Isso é muito gás. Entra ICMS e tem um aumento de mão de obra considerável”, disse o diretor-presidente da estatal, Rudel Trindade.

CRISE NA BOLÍVIA

A renúncia do presidente Evo Morales após denúncia de fraude nas eleições não incomoda nenhum pouco a nova dona da Willian Arjona nem o governo. Isso porque o fornecimento do gás é baseado em contratos e todos acreditam que o país vizinho irá honrá-los.

Outro ponto é a dependência que eles têm desses acordos comerciais da matéria-prima energética, uma grande fonte de renda para os bolivianos.

“Acho que com a renúncia do Evo, a posse da presidente interina a gente volte a uma estabilidade. Volta ao espírito da democracia. O Brasil é um grande consumidor do gás boliviano. Não vejo ruptura nem quebra contratual. A Bolívia é dependente da compra do gás natural”, disse Reinaldo Azambuja.

 

Felpuda


Considerados “traíras” por terem abandonado o barco diante dos indícios da chegada da borrasca à antiga liderança, alguns pré-candidatos terão de se esforçar para escapar da, digamos assim, vingança, velha conhecida da dita figurinha. Dizem por aí que há promessas nesse sentido, para que os resultados dos “vira-casacas” nas urnas sejam pífios. Sabe aquela velha máxima: “Pisa. Mas, quando eu levantar, corre!” Pois é...