Terça, 20 de Fevereiro de 2018

ALVO DO PROCON

Preço de combustíveis está de acordo com a mecânica do mercado, afirma sindicato

Procon notificou trinta estabelecimentos e apura se houve alta abusiva

11 AGO 2015Por GABRIEL MAYMONE15h:33

Depois de trinta postos de combustíveis de Campo Grande serem notificados pelo Procon por suspeita de formação de cartel e alta abusiva no preço da gasolina, etanol e diesel, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro), o empresário Mário Shiraishi, em entrevista ao Jornal do Rádio e TV Educativa, disse que o preço oscila muito no Estado porque depende da mecânica do mercado. “Depende do revendedor; a Capital de Mato Grosso do Sul tem o combustível mais barato, devido à concorrência”, explicou.

Em relação à segurança nos postos de combustíveis, o empresário comentou que a categoria reivindicou apoio ao secretário Silvio Maluf. “Quando há uma crise econômica, aumenta a banalização do crime e o setor é propício para isso, são locais abertos e circula-se muito dinheiro”, comentou o presidente do Sinpetro.

PROCON

De acordo com a superintendente do Procon/MS, Rosimeire Cecília da Costa, a intenção é avaliar se houve oneração do preço ao consumidor sem justa causa. Para isso, além de informar o preço de venda, os postos terão que apresentar as notas fiscais com o valor do litro da gasolina, etanol, diesel e diesel S10 adquiridos junto às distribuidoras nos dias 3 de junho, 17 de junho, 1° de julho, 15 de julho e 3 de agosto.

Consta no texto da notificação que é “crime contra a ordem econômica e contra as relações de consumo, a prática abusiva de preços e elevação, sem justa causa, do valor de produtos e serviços”. Também é crime de desobediência a não prestação das informações exigidas.

Entre o final de julho e o começo de agosto, a gasolina apresentou alta expressiva de mais de 20% em Campo Grande, saltando de R$ 2,88 para até R$ 3,49.

Leia Também