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PANDEMIA

Setor supermercadista evita maiores perdas na economia estadual

Levantamento aponta R$ 300 milhões de prejuízo
21/03/2020 10:00 - Súzan Benites


 

Somente neste mês, Mato Grosso do Sul deve registrar R$ 300 milhões a menos na economia. Conforme levantamento, entre os dias 2 e 19 de março, Campo Grande registrou R$ 90 milhões em perdas causadas pelo efeito do novo coronavírus na economia. Os impactos poderiam ser bem maiores, não fosse o setor supermercadista, que acumula aumento de 18% em comparação ao ano passado.

Os dados são do levantamento do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF-MS), em parceria com o Sindivarejo de Campo Grande e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-CG). Considerando uma persistência do atual cenário, o impacto em um mês é estimado em R$ 270 milhões para Campo Grande e mais de R$ 300 milhões no Estado.

O levantamento leva em consideração a medida adotada na quinta-feira (19) pela Prefeitura de Campo Grande, que determina a suspensão de atendimento presencial em estabelecimentos comerciais até o dia 5 de abril, com exceção das atividades essenciais, como supermercados, postos de combustíveis, farmácias, entre outros.

A economista do IPF-MS, Daniela Dias, explica a queda para o comércio em geral poderia ser ainda maior. “Os supermercados representam cerca de 50% do PIB da Capital e de Mato Grosso do Sul. Em alguns estabelecimentos, as vendas recentes já foram comparadas a uma data sazonal, como o Natal, então, foi esse aumento que amorteceu o impacto na economia do Estado”, disse.

Entre os empresários entrevistados, 30,17% investiram em vendas a distância até o dia 19 de março e 29,05% realizaram entregas em domicílio. A economista ressalta que o número deve aumentar após o fechamento do atendimento presencial. “O delivery pode ser a forma de amenização, assim como a utilização de redes sociais neste período de isolamento. De fato, toda a população vai sentir, não tem outro jeito. O que a gente tem que fazer é buscar caminhos que sejam mais assertivos, que consigamos pensar em todas as partes envolvidas, porque este momento precisa de empatia”, explicou Daniela.

AMORTIZAÇÃO

Com as portas fechadas, a maioria dos empresários do Estado terá prejuízos e muitos correm o risco de encerrar os trabalhos. O titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, informou que o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) disponibilizará recursos para os pequenos.

“Serão R$ 50 milhões para micro e pequeno empresário, disponibilizados com o Banco do Brasil a partir de segunda-feira”, disse o secretário, reforçando que a linha será usada para capital de giro e para pagar salários e insumos, com juros de 5% ao ano e prazo de 24 meses.  

“É um cenário preocupante para a saúde da nossa economia, por isso estamos desde o início da semana, no âmbito do Comitê de Monitoramento de Crise (CMC), postulando medidas de apoio às empresas, como dilatação de prazo para recolhimento de impostos, redução de alíquotas e postergação de prazo para entrega de declaração”, disse o presidente do Sistema Fecomércio MS, IPF-MS, Sesc e Senac, Edison Araújo.

O pagamento dos tributos federais do Simples Nacional foi prorrogado. Medida do Ministério da Economia visa reduzir os impactos da pandemia. O acerto referente aos meses de março, abril e maio deste ano foi transferido para outubro, novembro e dezembro, respectivamente. Em Mato Grosso do Sul, são 192,9 mil empresas optantes do Simples Nacional. “É uma medida importante para garantir o funcionamento dos pequenos negócios e manter os empregos em todo o País”, analisa o superintendente do Sebrae-MS, Claudio Mendonça.

 
 

Felpuda


Pré-candidato pode estar sendo “fritado” sem ao menos perceber. Redes sociais que têm estreitas ligações com ex-cabecinhas coroadas e que prometeram apoio estão enaltecendo que só certo pré-candidato de outro partido. Quem conhece as ditas figurinhas de, digamos, outros carnavais, acredita que está em curso operação sorrateira para mudar internamente os rumos da futura campanha. Trocando em miúdo: ceder a cabeça de chapa.