CRISE

Recessão brasileira deve durar até 12 meses, diz Dilma a jornal

Presidente disse que desaceleração da economia chinesa é um dos responsáveis pelo problema
21/08/2015 16:50 - FOLHAPRESS


 

A presidente Dilma Rousseff admitiu ao jornal alemão "Handelsblatt" que o Brasil vive uma crise econômica grave e disse que a recessão no país ainda deve persistir por até 12 meses.

Apontando a desaceleração da economia chinesa como um dos responsáveis pelo problema, Dilma disse que o caminho será difícil e que "ninguém passará [pela crise] sem fazer mudanças dolorosas".

"O processo de queda do preço das commodities, com os ajustes na China, ainda impactarão a economia mundial por um tempo", afirmou.

Para lidar com a questão, Dilma defendeu um aumento nos investimentos -para que o país não dependa mais tanto das commodities- e o controle da inflação.

Durante a entrevista, publicada nesta quinta (20), a presidente admitiu que não cumpriu as promessas que fez em sua campanha em 2014. E pediu mais tempo.

"Em nove meses desde as eleições, não conseguimos implementar o que prometemos para o segundo mandato. Eu digo, dê-nos mais tempo para que possamos satisfazer as expectativas", afirmou.

Sobre os escândalos da Lava Jato, Dilma defendeu que os conselhos das empresas adotem regras anti-corrupção, mas frisou que não se pode "estigmatizar companhias inteiras".

"Não queremos criminalizar empresas nem puni-las coletivamente. Nosso modelo é os Estados Unidos: os responsáveis são punidos e as empresas continuam."

IGUALDADE DE GÊNERO

A presidente também pediu cotas para mulheres na política e no mundo empresarial, medida que a Alemanha começará a adotar em 2016, segundo o "Handelsblatt".

"Eu olho nas mesas e quase sempre só há homens à minha volta. É urgentemente necessário que mulheres tenham acesso ao topo das empresas e da política por meio de uma cota. É muito difícil implementar a igualdade de outra forma", afirmou.

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Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".