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ICMS

Protesto contra aumento da gasolina leva 40 manifestantes a Afonso Pena

Grupo quer apoio de deputados para projeto de lei que reduza ICMS do combustível
16/02/2020 19:06 - Daiany Albuquerque


 

Ato contra o aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina, que passou de 25% para 30% esta semana, levou cerca de 40 manifestantes a avenida Afonso Pena, em frente ao Ministério Público Federal (MPF).

Na terça-feira (12) as mudanças na incidência do imposto sobre o combustível entrou em vigor. Essas medidas já estavam aprovadas desde novembro do ano passado. Apesar do aumento da gasolina, o etanol teve queda na alíquota de 25% para 20%.

Segundo o porta-voz do MBL em Mato Grosso do Sul, Lucas dos Santos, 21 anos, apesar das poucas pessoas, o evento reuniu ainda mais que o esperado. “A ideia inicial era somente ficar com alguns cartazes enquanto os carros parassem no sinal, ia ser um ato e não uma manifestação, mas acabou crescendo um pouco”.

O grupo agora quer apoio dos deputados estaduais para um projeto de lei que reveja o aumento do imposto. “A nossa primeira ideia é pedir que o governo retorne para os 25% e a gente tem que trabalhar para que o Estado diminua os seus custos, diminua o imposto da gasolina assim como está o álcool. Vamos iniciar uma ofensiva do bem em cima dos nossos deputados para que eles possam fazer um projeto de lei para que diminua o ICMS ou até mesmo medidas judiciais, ainda estamos estudando”, declarou.

De acordo com Santos, na sexta-feira (21) o grupo planeja um segundo evento, que dessa vez seria uma carreata, para tratar novamente sobre o assunto. Ainda não há horário definido desta manifestação.

Para a aposentada Delmira Mathias, 63 anos, que foi uma das pessoas que participou da manifestação, o aumento vai na contramão das posições do governo federal. “Acho muito importante se manifestar contra o aumento do ICMS, que já era alto. Qual o motivo o governo tem para esse aumento? Ele está indo na contramão do Governo Federal?”, indagou.

Já o analista de sistemas Maurício Corrêa, 49 anos, avalia que para equilibrar as contas o que deveria ser feito é um corte nas despesas do próprio governo, para evitar o aumento de impostos. “Toda manifestação para barrar imposto eu apoio”, disse. “Estou até pensando em comprar um carro elétrico”, completou.

O protesto, conforme o MBL, também era contra o possível reajuste do transporte coletivo, por conta da judicialização do Consórcio Guaicurus que pede aumento retroativo. Com isso a passagem de ônibus pode chegar a custar R$ 4,29.

DESAFIO

Na semana passada o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) “desafiou” os governadores a zerarem o ICMS sobre os combustíveis. Ele disse que zeraria os impostos federais caso os estados aceitassem. 

Em reunião na última terça-feira, em Brasília (DF), os governadores cobraram celeridade na reforma Tributária e compensação por parte da União para, assim, reduzirem os impostos estaduais sobre combustíveis. 

O governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PSDB), participou do encontro e defendeu que o governo federal faça compensações para que os estados desonerem os produtos, sem perder receita. 

Felpuda


Pré-candidato pode estar sendo “fritado” sem ao menos perceber. Redes sociais que têm estreitas ligações com ex-cabecinhas coroadas e que prometeram apoio estão enaltecendo que só certo pré-candidato de outro partido. Quem conhece as ditas figurinhas de, digamos, outros carnavais, acredita que está em curso operação sorrateira para mudar internamente os rumos da futura campanha. Trocando em miúdo: ceder a cabeça de chapa.