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Campo Grande - MS, sábado, 17 de novembro de 2018

Censo

Aulas presenciais em curso superior têm
queda de 3,7% no número matriculados

Já na modalidade a distância, houve um aumento de mais de 20%

31 AGO 2017Por G115h:10

O ensino superior, o número de alunos novos dos cursos presenciais caiu 3,7% de 2015 para 2016, de acordo com o Censo de Educação Superior 2016, divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Já na modalidade a distância, houve um aumento de mais de 20% do grupo de ingressantes.

Como, apesar do encolhimento dos cursos presenciais, o ensino à distância cresceu, o total de alunos novos se manteve praticamente estável. Em 2015, eram 2,92 milhões de ingressantes; no ano seguinte, foram 2,98 milhões (2,2% a mais).

Considerando o total de matrículas no ensino superior – de todos os anos do curso, não só dos iniciais -, os cursos à distância também registram crescimento, segundo o Censo. Em 2006, apenas 4,2% dos universitários estudavam nessa modalidade. Dez anos depois, a parcela saltou para 18,6% das matrículas.

“Tenho a percepção clara de que foi a crise econômica que levou à desaceleração no ensino superior. Uma redução na renda na recessão vivida no Brasil nos últimos três anos impacta também.” - Mendonça Filho

De acordo com o Inep, a idade mais frequente do aluno que entra no curso à distância é de 28 anos – no presencial, é de 21 anos.

Público x privado

De acordo com o Censo, o Brasil possui 2.407 instituições de educação superior: 87,7% são privadas e 12,3%, públicas (federais, estaduais e municipais).

O número de matrículas em 2016 das instituições particulares caiu 0,2% em relação ao ano anterior; e nas públicas, subiu 1,9%. A distribuição dos estudantes nos cursos brasileiros fica da seguinte forma: 75,3% dos universitários estão setor privado e 24,7%, no público.

“De cada quatro estudantes de graduação, três frequentam uma instituição privada. Seria um equívoco falar de educação superior sem falar na educação privada.” - Carlos Moreno, diretor de estatísticas educacionais do Inep

Os únicos estados em que há mais alunos nas instituições públicas do que nas privadas são Paraíba e Roraima.

A média nacional é de 2,5 alunos da rede privada para cada um da rede pública. No entanto, no Distrito Federal, em Rondônia, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, a proporção é ainda maior. Em São Paulo, chega a ser o dobro: para cada aluno de rede pública, existem 5 na particular.

Ao analisar as matrículas das instituições públicas nos últimos 10 anos, o Censo revela que a rede federal foi a que mais cresceu: teve um aumento de 105,8%. No mesmo período, a rede municipal recuou 17%.

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