Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

AGRICULTURA

Produtores já venderam 42% da safra de soja; mercado externo preocupa

Safra de soja 2018/2019 é estimada em 8,52 milhões de toneladas no Estado
02/03/2019 06:00 - DA REDAÇÃO


 

Mato Grosso do Sul já comercializou 42,19% da safra de soja 2018/2019, estimada em 8,52 milhões de toneladas, superando a média de venda registrada no mesmo período do ano passado, de 37%, segundo dados divulgados pela Granos Corretora. O porcentual de área colhida está em 60,22%, ante 41% no período anterior. No entanto, a instabilidade do cenário internacional, diante da perspectiva de uma trégua comercial entre Estados Unidos e China e da possibilidade de perdas bilionárias para a soja brasileira, vem deixando novas operações em compasso de espera. Para o produtor, o momento é de cautela e de atenção ao comportamento do mercado, devendo aguardar por uma melhoria nos prêmios de exportação.

A preocupação com a redução da demanda do país asiático por produtos agrícolas brasileiros (sendo o carro-chefe a soja), que inclusive foi levada ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) pela ministra da Agricultura, Teresa Cristina, pode ser justificada em números. A China consome 106 milhões de toneladas de soja e produz de 15 a 16 milhões de toneladas; tem de importar 85 milhões de toneladas do grão, segundo a previsão para este ano, explica o consultor da Granos Corretora, Carlos Ronaldo Dávalos.

Ainda conforme o analista, Estados Unidos e Brasil são os maiores players mundiais do produto, e, depois da guerra tarifária travada entre Estados Unidos e China desde o ano passado, os EUA pararam com as vendas e, consequentemente, a soja ficou represada e a China passou a buscar outras opções para importar a oleaginosa. “No futuro, se a China voltar a comercializar com os EUA, é mais uma opção de negócio. Se não voltarem, a principal fonte de originação [da soja] é o Brasil”, pontuou.

* Leia a reportagem, de Daniella Arruda, na edição deste sábado/domingo do jornal Correio do Estado.

 

Felpuda


O sumiço de algumas figurinhas carimbadas da política não acontece em virtude da necessidade de isolamento como uma das formas de prevenção à pandemia. Em verdade, seria porque não têm mesmo o que e a quem falar. Com o advento das redes sociais, quem acha que fazer campanha eleitoral continua como na época do “eu prometo” está a um passo de ver o sonho de conquistar mandato se transformar em pesadelo. Pelo jeito, não estão nem conseguindo dormir.