EXPECTATIVA

Previsão oficial sobre deficit primário<br> pode ser adiada novamente

Anúncio da nova meta fiscal era esperado para ocorrer hoje
14/08/2017 18:53 - G1


O governo deve adiar mais uma vez o anúncio da proposta para aumentar o teto para o rombo das contas públicas deste ano e de 2018.

A expectativa, agora, é que o governo divulgue os números nesta terça (15). A Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib) divulgou que uma reunião nesta terça em São Paulo com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, foi cancelada e que o motivo foi "o adiamento do anúncio da revisão das metas fiscais de 2017 e 2018 pelo governo federal."

Na manhã desta segunda, o presidente Michel Temer reuniu ministros no Palácio do Planalto para discutir o assunto. Não houve, entretanto, decisão.

A previsão é que o governo proponha aumento de R$ 20 bilhões para o teto do rombo das contas públicas neste ano e de R$ 30 bilhões para 2018. Hoje, o teto é de déficit de até R$ 139 bilhões, para 2017, e de até R$ 129 bilhões, no ano que vem.

Se a proposta for aprovada pelo Congresso, o governo ganharia autorização para que suas despesas superem as receitas com impostos e contribuições em até R$ 159 bilhões, tanto em 2017 quanto em 2018.

No somatório dos dois anos, o rombo ficaria cerca de R$ 50 bilhões maior.

O governo enfrenta dificuldade em cumprir a meta fiscal porque o reaquecimento da economia brasileira é mais lento que o previsto e, com isso, a arrecadação com impostos e contribuições está ficando abaixo da esperada.

Para tentar cumprir a meta deste ano o governo já bloqueou gastos e aumentou tributos sobre os combustíveis, por exemplo. Além disso, o governo já anunciou a adoção de um programa de incentivo para demissão de servidores e planeja adiar o reajuste programado para o início do ano que vem.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".