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TRADIÇÃO EM CAMPO GRANDE

Semana Santa aumenta em 40% movimento no Mercadão Municipal

Peixaria e boxes de queijos e farináceos são os mais procurados

18 ABR 19 - 11h:13DANIELLA ARRUDA

Em busca de ingredientes para o almoço de Sexta-feira Santa, milhares de consumidores movimentam desde o início da manhã desta quinta-feira (18) o Mercado Municipal de Campo Grande. De acordo com estimativa repassada pela assessoria administrativa da Associmac, associação dos comerciantes do local, somente ontem passaram pelo espaço 7 mil pessoas, número 40% maior que o registrado em dias normais. Para hoje, a expectativa é que o fluxo seja ainda maior. Na véspera da Sexta-Feira Santa do ano passado, o Mercadão recebeu em torno de 9 mil pessoas.

Na Peixaria do Mercadão, em atividade há 42 anos, a estimativa é que até ontem o movimento tenha aumentado de 60% a 80% em relação a dias normais. De acordo com o sócio-proprietário do estabelecimento, Cleuber Linares, até ontem as vendas tinham crescido em torno de 5% no comparativo com o mesmo período de 2018. “A diferença é que no ano passado a Semana Santa caiu no final de março e neste ano, estamos no meio do mês, o que pode estar favorecendo as compras para o consumidor”, avalia.

Os “carros-chefe” de vendas são o pacu e o pintado. No caso do pacu recheado, um dos itens mais procurados, o preço por quilo está em R$ 32,90, mais barato que no mesmo período do ano passado (R$ 29,90). Também tiveram quedas de preço o pintado em postas — de R$ 29,90 para R$ 26,90 o quilo — e o filé de bacalhau in natura, que caiu de R$ 49,90 para R$ 34,90 o quilo. A peixaria do Mercadão estará aberta nesta quinta-feira “enquanto houver cliente” e na sexta, funciona das 6h ao meio-dia.

A servidora pública Deonice dos Santos foi uma das consumidoras que decidiu aproveitar a manhã de quinta-feira para garantir o pescado do almoço para a Sexta-feira Santa e comprou um quilo de filé de pintado para consumir com a família. “Eu sempre faço peixe na Sexta-Feira Santa. É uma tradição e também porque eu gosto”, comentou.

Já o vigilante Jailson Antônio da Silva, 72, optou pelo pacu sem espinha para o almoço de amanhã, que será compartilhado com a esposa e um filho. “É uma tradição desde criança”, destacou. 

Outros produtos

Além do pescado, também estão sendo bastante procurados produtos como o queijo e farináceos (caso do fubá saboró, farinha de milho e polvilho), tradicionalmente utilizados na receita da sopa paraguaia e chipa. No Box do Paulo, em funcionamento há 29 anos no local, o movimento de clientes cresceu 25% neste mês em relação a meses normais e somente nos dois últimos dias (terça e quarta) que antecedem a Semana Santa,  o aumento é de 30% a 40%, conforme informações do proprietário, Paulo Roberto Gomes Rocha. Os itens com maior saída são o queijo curado (vendido por R$ 23,90 o quilo) e o queijo ralado (por R$ 17,90 o quilo).  “As vendas estão mais ou menos iguais às do ano passado, mas estamos esperando um aumento hoje (quinta-feira). Se (o faturamento) ficar no mesmo nível, já estamos no lucro”, pontuou. 

Há 14 anos com um box de farináceos a granel, entre outros produtos, Glória Maria também aposta na tarde desta quinta-feira para comercializar os estoques que preparou para a Semana Santa. “Nessa época, o fubá saboró  e a farinha de milho são os produtos que mais saem aqui. Mas a gente vem observando que os antigos (consumidores) são os que mais procuram, quem quer levar para a mãe, a avó fazerem, pela tradição; os novos nem tanto. Hoje estamos na expectativa de ser o melhor dia para vendas”, completou. 

Farináceos para sopa paraguaia e chipa também estão tendo grande procura
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