Economia

FRONTEIRA

Pavimentação de rodovia paraguaia prepara viabilização da Rota Bioceânica

Do lado brasileiro, governo investe em obras em Porto Murtinho

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Antes do prazo, o governo do Paraguai entregou na sexta-feira (22) pavimentação de 40 quilômetros do primeiro de 20 subtrechos da rodovia Transchaco, no Paraguai, obra vital para viabilizar a Rota Bioceânica Brasil-Chile, passando por Mato Grosso do Sul. Além da pavimentação da Transchaco (PY-15), o Paraguai assumiu a construção da ponte sobre o Rio Paraguai, ao custo de US$ 75 milhões, a ser licitada em outubro de 2020.

Do lado brasileiro, o governo do estado também investe em obras em Porto Murtinho, município que faz fronteira com o Paraguai, atendendo ao novo corredor e à logística portuária que se instala na região. Na avaliação do titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, o país vizinho cumpre papel fundamental na consolidação da Bioceânica. “A inauguração desse primeiro trecho é fundamental. Isso deve puxar o cronograma no governo brasileiro pois temos de manter uma sincronia de ações conjuntas. A Rota está se tornando realidade e deixando um legado de integração do desenvolvimento regional da fronteira”, afirmou.

Os subtrechos de 40 quilômetros da PY-15 inaugurados na sexta-feira compreendem as frentes que avançam em seus extremos, a partir de Carmelo Peralta, na fronteira com Porto Murtinho, e Lomo Plata, no Departamento de Boqueron, no chaco paraguaio. O trecho licitado, de 277 quilômetros, tem investimento de US$ 440 milhões e será concluído em fevereiro de 2021.

“A Bioceânica, sonhada há décadas para integrar os quatro países [Brasil, Paraguai, Argentina e Chile], está se tornando uma realidade e Mato Grosso do Sul vem se preparando como beneficiário para agregar valor aos nossos produtos e alcançar a competitividade que todos almejados”, pontuou Verruck, citando os investimentos do Estado na região e as discussões em nível de governos das questões aduaneiras, também vitais para consolidar o corredor.

Ao entregar os subtrechos asfaltados da PY-15, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, declarou que a arrojada obra é o maior empreendimento viário atualmente da América do Sul, não apenas pelo seu tamanho e volume, mas, principalmente, pelo impacto que terá no processo de integração regional e com Brasil, Argentina e Chile. Ele reafirmou também o compromisso de licitar em 2020 a ponte sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta.

“Depois de 54 anos da construção da Ponte da Amizade com o Brasil (no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu), em três anos vamos construir três novas pontes que vão promover uma grande integração com os irmãos brasileiros”, observou, citando as travessias entre Presidente Franco e Foz de Iguazu, em obras, e as projetadas para o Rio Paraguai e o Rio Apa, estas na fronteira com Mato Grosso do Sul. “Estamos protagonizando um momento histórico”, finalizou.

inovação

Carne de laboratório: conheça a técnica desenvolvida pela Embrapa

O experimento não sacrifica animais e não tem impacto ambiental, como ocorre na pecuária

14/06/2026 22h00

A inovação é liderada pela Embrapa Suínos e Aves, com sede em Concórdia (SC)

A inovação é liderada pela Embrapa Suínos e Aves, com sede em Concórdia (SC) Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está produzindo carne em laboratório. O experimento não sacrifica animais e não tem impacto ambiental, como ocorre na pecuária que, por causa do desmatamento e da emissão de gás metano, agrava o efeito estufa.

A inovação é liderada pela Embrapa Suínos e Aves, com sede em Concórdia (SC), que já produziu protótipos de filés de peito de frango, e pelo Laboratório de Nanobiotecnologia (LNANO) da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), sediada em Brasília.

O laboratório desenvolveu amostras de alimentos impressos com base vegetal, como filé de salmão, caviar e anéis de lula.

A técnica envolve a multiplicação de uma amostra de células retiradas de animais vivos, equivalente a uma pequena biópsia. A amostra extraída é cultivada in vitro, em meio líquido rico em oxigênio e nutrientes — como glicose, aminoácidos e sais minerais — que permitem que as células se multipliquem.

A produção de carne cultivada utiliza técnicas da engenharia de tecidos para reparar tecidos biológicos danificados e técnicas da biotecnologia celular, que utiliza células vivas ou partes delas para tratar problemas biológicos. Os recursos são comuns à medicina regenerativa.

“Nós conseguimos isolar as diferentes células que compõem o tecido muscular vivo. A amostra tem um punhado de células musculares, algumas células de gordura e células do tecido conjuntivo. A partir disso, escolhemos qual é a célula que a gente quer e focamos na multiplicação em grande quantidade daquele tipo celular”, explica a veterinária Naiara Milagres Augusto da Silva, analista do Cenargen.

Ancoragem física

O crescimento do tecido muscular da carne cultivada necessita de uma superfície para ancoragem física, que imita a matriz extracelular dos sistemas biológicos naturais. Essas estruturas biomiméticas podem ser suportes (scaffolds) fibrosos e microcarreadores esféricos que transportam elétrons para as células que são aderentes.

“Enquanto os scaffolds fibrosos auxiliam na orientação celular, na diferenciação muscular e na organização tridimensional do tecido cultivado, os microcarreadores esféricos favorecem a expansão celular em suspensão, aumentando a área disponível para crescimento e contribuindo para a produção em larga escala de tecido muscular”, descreve uma nota técnica da Embrapa a qual à Agência Brasil teve acesso.

Conforme a nota, suportes e microcarreadores são fundamentais para o desenvolvimento de propriedades na carne de laboratório. “Além das funções biológicas, essas estruturas influenciam diretamente [nas] propriedades tecnológicas e sensoriais da carne cultivada, incluindo textura, firmeza, retenção de água e percepção mastigatória”.

Proteínas vegetais

O foco do trabalho do Laboratório de Nanobiotecnologia do Cenargen é desenvolver biomateriais (insumos) a partir de proteínas vegetais, que podem servir de estruturas onde as células da carne cultivada vão aderir e se multiplicar.

Esse é o caso das malhas formadas por fibras de escala nanométricas. A olho nu parecem um pedaço de papel, mas no microscópio é possível observar uma superfície porosa que funciona como a matriz extracelular encontrada no organismo vivo, onde as células colam e se unem.

“O que temos tentado fazer é uma carne produzida a partir de células animais, mas que contam com diferentes insumos de origem natural — comestível e vegetal - para que possamos depender menos do uso de animais para esse processo”, detalha Naiara da Silva.

Película comestível

Outro produto do laboratório é uma película comestível que serve como a tripa para o invólucro de embutidos, como linguiça, produzidos com a técnica de carne cultivada.

O protótipo deve ser finalizado em 2027. “Até meados do ano que vem, vai estar na vitrine como um ativo tecnológico Embrapa”, prevê o biólogo Luciano Paulino da Silva, pesquisador que coordena os experimentos com carne cultivada entre outras iniciativas no LNANO.

Segundo o especialista, após a finalização, os experimentos em torno da carne cultivada podem ganhar diferentes parceiros que se especializem na aplicação de produtos específicos com finalidade de produção industrial e comercialização.

Regulação

Grandes agroindústrias e startups brasileiras têm unidades para pesquisa com carne cultivada. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em 2023 a Resolução RDC nº 839, marco regulatório para a carne cultivada em laboratório.

Outros países como Singapura, Estados Unidos, Israel e Austrália também desenvolvem carne cultivada e têm aprovação regulatória e comercial.

A experiência no LNANO foi documentada em artigo científico na revista Foods da editora suíça MDPI (sigla em inglês para Multidisciplinary Digital Publishing Institute), especializada em periódicos de acesso aberto sobre ciência e tecnologia.

sorte

Dois apostadores de MS ganham quase R$ 100 mil na Mega-Sena

Eles ficaram a uma dezena de fazer a sena e levaram o prêmio referente a quina, sendo R$ 49,9 mil cada

14/06/2026 16h00

Dois sortudos fizeram a quina da Mega-Sena em MS

Dois sortudos fizeram a quina da Mega-Sena em MS Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

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Dois apostadores de Mato Grosso do Sul acertaram cinco dezenas da Mega-Sena e ganharam, no total, quase R$ 100 mil somados, sendo RF$ 49,9 mil cada.. Eles ficaram a um número de fazer a sena no concurso sorteado neste domingo (14), que não teve acertadores e acumulou em R$ 16 milhões para o próximo sorteio.

As apostas de Mato Grosso do Sul que faturaram a quina da Mega-Sena foram feitas emAngélica e Dourados. 

Ambas as apostas foram feitas em casas lotéricas, de forma presencial, sendo apostas simples de 6 números. O valor do jogo simples é de R$ 6.

O sorteio do concurso 3018 foi realizado na manhã deste domingo (14), tendo sido adiado devido ao jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo nesse sábado (13), data em que geralmente ocorrem os sorteios. 

Em todo o Brasil, foram 30 apostas ganhadoras da quina, enquanto outros 3.082 apostadores fizeram a quadra e vão levar R$ 801,69 cada.

Os números da Mega-Sena 3018 são:

  • 05 - 06 - 17 - 27 - 57 - 58 

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3019

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 16 de junho, a partir das 20 horas, pelo concurso 3019. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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