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DE MS À ARGENTINA

Além de ponte, Paraguai quer construir ferrovia paralela à Rota Bioceânica

Ferrovia ligará as fronteiras do Brasil e da Argentina, no Chaco Paraguaio

12 AGO 19 - 15h:17EDUARDO MIRANDA E GLAUCEA VACCARI

A rota bioceânica, que ligará Mato Grosso do Sul ao porto de Antofagasta no Chile, deve ir além do modal rodoviário. Em reunião ontem entre autoridades do Paraguai e do Brasil, que contou com a presença do Secretário de Meio Ambiente, Produção, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, e com o senador Nelson Trad Filho (PSD-MS), o governo do país vizinho informou que na segunda etapa do projeto, pretende construir uma ferrovia paralela à rodovia que já está em obras.

No mesmo evento, também foi garantida a construção da ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho, que é bancada pela Itaipu Binacional. A confirmação vem duas semanas depois de o presidente paraguaio, Mighel Abdo, ter se envolvido em um acordo secreto de venda da energia da usina ao Brasil, considerado pela oposição do país vizinho, lesivo aos interesses daquela nação.

Conforme Verruck, na rodovia do lado paraguaio, uma faixa de 60 metros, paralela à pista, será reservada à construção da ferrovia, que ligará as fronteiras do Brasil e da Argentina, no Chaco Paraguaio.

Ainda segundo Verruck, a Itaipu continua estabelecendo o cronograma da ponte, com entrega prevista para março de 2023.  A obra será construída pela Itaipu com valor estimado de R$ 290 milhões e deve ficar pronta em 2023. O senador Nelson Trad assegurou que o acesso da BR-267 até o local de construção da ponte – trecho de 11 quilômetros – será feito pelo governo brasileiro, com recursos já reservados no Plano Plurianual (PPA).

A grande novidade ficou por conta do anúncio da construção da ferrovia

“Além da Bioceânica rodoviária foi discutida aqui a integração de todas as ferrovias e o Mato Grosso do Sul se posicionando como centro-logístico, Campo Grande como um centro importante de distribuição dos produtos para toda a América do Sul, disse Verruck.

O secretário disse ainda que o objetivo é posicionar Mato Grosso do Sul como um grande pólo de desenvolvimento da Bioceânica. “Mato Grosso do Sul está no centro dessa discussão, existe hoje um pensamento único no Estado em prol do desenvolvimento”, finalizou.

Além do secretário da Semagro, participaram do encontro toda a alta cúpula do Paraguai; o senador Nelson Trad Filho, presidente da Comissão de Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado; o coordenador-geral de Assuntos Econômicos Latino-Americanos e Caribenhos do Ministério das Relações Exteriores, ministro João Carlos Parkinson de Castro, o deputado federal Vander Loubet e o Conselheiro da Itaupu Binacional, Carlos Marun.

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