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AVALIAÇÃO

Ocupar o Centro ainda é desafio para comerciantes

Reforma da Rua 14 de Julho foi entregue há quase três meses
24/02/2020 10:00 - Súzan Benites


 

Quase três meses após a inauguração da obra de revitalização da Rua 14 de Julho - entregue no dia 29 de novembro de 2019 -, comerciantes ainda enfrentam o desafio de levar consumidores para o Centro de Campo Grande.Segundo a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) o movimento já é melhor, porém, ainda precisa crescer gradativamente. Comerciantes acreditam que a reforma da via agradou aos clientes, mas ainda há pontos a serem melhorados.

O presidente da ACICG, João Carlos Polidoro, explica que de acordo com o relato dos empresários, houve aumento no fluxo de pessoas em relação à 2018. “Pelo feedback de empresários, percebemos que o movimento está melhor em relação à fase de obras e também percebemos leve aumento do movimento comparado a janeiro e fevereiro de 2018, porém, ainda, não superou (o mesmo período de) 2019. A expectativa dos empresários era que o aumento do fluxo de consumidores ocorresse mais rapidamente, porém, acreditamos que ainda há espaço para esse crescimento”.

Para o proprietário da Beco acessórios, Djalma Santos, dezembro foi excelente em relação às vendas. “Muita gente vindo para conhecer, passear, tirar fotos com a decoração natalina e isso impulsionou diretamente as vendas. Em janeiro diria que tivemos um mês “morno” comparado aos janeiros anteriores, acredito ser reflexo da economia nacional atual. O que ouvimos dos clientes é que a rua e calçadas ficaram mais confortáveis e prazerosas de se utilizar, amplas, niveladas. Sinais e faixas de pedestres para travessia com segurança trouxeram benefícios. Acredito que, aos poucos, nosso movimento vá ganhar corpo e atrair novamente os clientes para a região central”, afirmou.

Comerciante há mais de 30 anos na região do centro de Campo Grande, Nilson Vieira, diz que as vendas ainda não estão como esperava, mas melhorou muito a movimentação de pessoas. “Cresceu desde a inauguração até aqui uns 10% nas vendas, por conta da revitalização da 14. A gente esperava bem mais, mas vamos torcer que gradativamente vá aumentando”, explicou o dono da ótica Color Zoom.

De acordo com a diretora da ACICG e dona de quatro empresas de joias e acessórios, Leni Fernandes, as pessoas desacostumaram a irem ao centro da cidade, principalmente no período das obras. “Não é de uma hora para a outra que os clientes vão retornar, é gradativamente. O mês de dezembro não foi tão bom e janeiro foi péssimo. As pessoas estão mais seletivas, querendo coisas melhores e com preços justos. O empresário precisa estar preparado para receber esse tipo de cliente, que você tem de ir atrás, criar um relacionamento e gerar uma confiança”.  

SHOPPING A CÉU ABERTO

As entidades representativas e os empresários do comércio acreditam que com o tempo é possível transformar a Rua 14 de Julho em um shopping a céu aberto. Para consolidar a ideia, os empresários varejistas da região central acreditam que é preciso atrair primeiro um público maior. De acordo com o presidente da ACICG, do ponto de vista de variedades de produtos e serviços, a 14 de Julho já pode ser considerada um shopping a céu aberto. “Devido ao número de lojas em comparação com outros shoppings. Porém, alguns elementos que remetem ao shopping, como mobiliário urbano, paisagismo, e espaços de convivência que atraem público em qualquer horário ainda precisam ser melhorados”, ressaltou Polidoro.  

“Meu sonho é que a 14 de julho se transforme em um "shopping a céu aberto" só que não é para agora. O comércio dos bairros melhorou, empresários e consumidores migraram para os bairros. Tem algumas pessoas que trabalham, compram, fazem tudo no próprio bairro e não vem ao centro mais. Até essa pessoa retornar para o centro demora, eu acredito que a gente só vai ver isso no fim do ano”, disse Leni Fernandes.  

O empresário Djalma Santos acredita que a realização de mais eventos é essencial para fomentar a iniciativa de shopping ao ar livre. “Os principais atrativos de um shopping são, entre outros, segurança, conforto, lazer, eventos culturais e compras. Está faltando divulgação em larga escala. Estes eventos precisam ser divulgados e patrocinados para que alcance e atraia o público para o centro. Isso tudo aliado à não interdição das ruas e, como sugestão, utilizar a praça Ary Coelho para tais eventos maiores”, sugeriu.  

Felpuda


Malfeitos que teriam sido praticados em tempos não tão remotos podem ser a pedra no caminho de pré-candidatura que está sendo costurada. As conversas ainda estão nas “ondas da rádio-peão”, mas, com a proximidade da campanha eleitoral, há quem diga que isso se tornará uma tremenda dor de cabeça para quem vai enfrentar as urnas. Pior:  o dito não seria culpado direto, mas sim a sua...  Bem, deixa rolar para ver onde vai parar.