Economia

CAGED

MS tem 2,6 mil empregos a menos em setembro; pior resultado desde 2015

Nos índices nacionais, Estado tem pior resultado comparado aos outros

LEANDRO ABREU

22/10/2018 - 18h00
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Mato Grosso do Sul teve um saldo de 2.645 empregos formais a menos em setembro deste ano, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse é o pior resultado estadual desde 2015, quando o saldo do mesmo mês foi de 2.815 empregos a menos.

De acordo com o estudo divulgado nesta segunda-feira (22), no total, Mato Grosso do Sul teve 18.102 admissões e 20.747 demissões no mês passado, resultando no saldo negativo de geração de empregos com carteira assinada no Estado.

O setor que puxou a estatística para baixo foi o de Serviços, que neste mês de setembro contratou 6.091 pessoas e demitiu 9.813 empregados. O saldo negativo, somente deste setor, foi de 3.722 a menos.

NACIONAL

Em contrapartida, as estatísticas nacionais de setembro apontaram a maior criação de emprego desde 2013. Conforme o estudo, foram 137.336 postos formais de trabalho foram criados no último mês.

A última vez em que a criação de empregos tinha superado esse nível em setembro foi em 2013, quando as admissões tinham superado as dispensas em 211.068.

Todas as cinco regiões criaram empregos com carteira assinada em setembro. O Nordeste liderou a abertura de vagas, com 62.177 postos, seguido pelo Sudeste com 38.933 vagas. Foram abertos 18.063 postos no Sul, 10.262 no Norte e 7.901 no Centro-Oeste. Na divisão por estados, apenas o Mato Grosso do Sul demitiu a mais do que contratou.

*Com informações da Agência Brasil

FERROVIA

Apesar do impasse no TCU, governo prevê leilão da Malha Oeste ainda neste ano

Ao Correio do Estado, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirma que os 24 questionamentos da Corte já foram respondidos e demonstra otimismo com a retomada da análise do processo de concessão da malha ferroviária

04/08/2026 07h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mesmo após a suspensão da análise do processo de concessão da Malha Oeste pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou ao Correio do Estado que o leilão da ferrovia deverá ser realizado ainda neste ano.

Em agenda em Campo Grande, na sexta-feira, o titular da Pasta disse que o governo federal já respondeu aos 24 questionamentos apresentados pela Corte e aguarda a retomada da análise técnica.

“A gente já respondeu ao TCU, já estive falando com o ministro Odair [Cunha, do TCU] sobre o projeto. Acredito que o Tribunal vai tomar uma decisão muito grande em breve, analisando todas as novidades que a gente colocou. Foi muita mudança, a gente está propondo aporte público, investimento de recursos cruzados”, disse.

“Então, com essas novidades, o TCU vai ter que deliberar. Deliberando isso, eu não tenho dúvida que a análise digital da Malha Oeste vai ser feita logo. E a gente vai ter esse leilão ainda este ano. Estou muito otimista. É um grande projeto a Malha Oeste”.

Na semana passada, o Correio do Estado revelou que o TCU determinou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério dos Transportes apresentem uma nova audiência pública, a versão atualizada da modelagem econômico-financeira (MEF) e respostas a outros 22 questionamentos técnicos e financeiros antes de retomar a análise da concessão dos 1.644 quilômetros da Malha Oeste.

Os documentos encaminhados pelo Ministério em junho foram considerados desatualizados e incompletos pela área técnica do Tribunal, o que levou à interrupção da análise no dia 20 de julho.

Sem o aval da Corte, o Ministério dos Transportes não pode dar prosseguimento ao certame, já que a manifestação do TCU é etapa obrigatória do processo. A área técnica dispõe de até 75 dias para analisar a documentação após o recebimento. Como Santoro afirmou que as respostas já foram encaminhadas, a expectativa é de que essa etapa seja concluída até meados de outubro.

“O questionamento do TCU é normal. Você já viu algum projeto de concessão que o Tribunal não fale nada? Não tem”, concluiu o ministro.

LEILÃO

Conforme já publicado pelo Correio do Estado, o governo federal trabalha para realizar o leilão no último trimestre deste ano. O modelo prevê três alternativas de concessão, que serão ofertadas sucessivamente caso não haja interessados na opção anterior.

O primeiro lote (Objeto A) contempla toda a extensão da Malha Oeste, com 1.644 km entre Corumbá e Mairinque (SP). Se não houver propostas, será ofertado o Objeto B, correspondente ao trecho entre Corumbá e Bauru (SP), em bitola larga, com 1.325,5 km.

Persistindo a falta de interessados, será licitado o Objeto C, formado pelo trecho entre Corumbá e Três Lagoas, com 906,98 km. As duas últimas alternativas incluem os segmentos entre Corumbá e Ladário.

A modelagem foi aprovada pela diretoria da ANTT no dia 21 de maio, referendada pelo Ministério dos Transportes no início de junho e encaminhada ao TCU no dia 12 de junho.

O cronograma acelerado buscava compensar o atraso na elaboração dos estudos técnicos, já que diversos pareceres internos só foram concluídos em maio, a poucas semanas do prazo inicialmente previsto para o leilão. Embora o governo pretendesse realizar o certame neste mês, a previsão foi adiada para o último trimestre.

O processo começou a ser analisado pelo TCU no dia 15 de junho. No entanto, no dia 20 de julho, o ministro-relator Odair Cunha interrompeu a tramitação após a área técnica apontar falhas na documentação encaminhada.

Na decisão, o relator destacou que “a ANTT aprovou os estudos técnicos para a concessão, por meio de deliberação da Diretoria Colegiada, com encaminhamento do projeto ao Ministério dos Transportes. Ademais, o Plano de Outorga foi aprovado pelo Ministério por meio da Portaria nº 380, de 8/6/2026”.

Entretanto, o ministro observou que a Unidade de Auditoria Especializada em Infraestrutura Portuária e Ferroviária (AudPortoFerrovia) constatou que “os documentos técnicos e jurídicos entregues a esta Corte não atendem todas as exigências estabelecidas no art. 3º da IN 81/2018, com vistas a subsidiar a análise da desestatização”.

Entre os principais pontos levantados pelo Tribunal estão a alteração do prazo contratual, a criação dos Objetos A, B e C, a substituição da lógica econômico-financeira baseada em outorga por aportes públicos vinculados, a criação de uma nova governança financeira, o redesenho da matriz de riscos e a elevação da taxa de retorno (WACC) de 10,85% para 14,47%.

O TCU também questionou a decisão de não realizar uma nova audiência pública após a mudança da modelagem, que deixou de ser uma relicitação, prevista na Lei nº 13.448/2017, para se tornar uma concessão de serviço público regida pela Lei nº 8.987/1995.

OUTRO PONTO

Outro ponto levantado envolve a modelagem econômico-financeira. Ao responder aos auditores, a Superintendência de Concessão da Infraestrutura (Sucon) informou que o relatório encaminhado correspondia à versão original e passava por revisão para adequação ao novo modelo.

A Corte, contudo, ressaltou que a análise deve ser baseada em documentos atualizados, evitando o uso de estudos que não integrarão a futura licitação. Segundo a AudPortoFerrovia, o relatório enviado ao Tribunal, publicado em outubro de 2025, ainda se refere ao projeto de relicitação, posteriormente abandonado.

Na avaliação dos auditores, o documento contém premissas incompatíveis com a atual concessão, incluindo diferenças nos valores de investimentos (Capex), no cálculo do gap de viabilidade e nos aportes públicos, comprometendo a consistência dos estudos.

Além disso, o Tribunal solicitou esclarecimentos sobre os impactos da reforma tributária na concessão, a definição da bitola e de suas extensões, bem como a forma de tratamento do material rodante previsto para a operação, entre outros aspectos técnicos.

Valores

Taxas de juros caem com melhora de humor no exterior e pesquisa eleitoral

Os juros futuros fecharam a segunda-feira, 3, em baixa, refletindo a melhora do apetite ao risco no exterior e o "trade" eleitoral

03/08/2026 21h00

Foto: José Cruz / Agência Brasil

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No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 13,805%, de 13,795% no ajuste de sexta-feira.

O DI para janeiro de 2028 tinha taxa de 13,810%, de 13,860% no ajuste anterior, e o DI para janeiro de 2029, taxa de 13,980% (de 14,096%). O DI para janeiro de 2031 projetava juro de 14,190%, de 14,382%.

O principal vetor para o recuo das taxas veio do tombo em torno de 5% dos preços do petróleo, com o tipo Brent encerrando a US$ 83,77, afastando-se da marca de US$ 90, dado o otimismo com a retomada das negociações entre EUA e Irã, após o presidente dos EUA, Donald Trump, desistir de atacar o país persa.

"Acredito que seja reflexo da curva americana, alívio com petróleo com o Taco do Trump no fim de semana. E também a pesquisa Nexus BTG com Flávio voltando a performar depois de alguns meses apanhando", resumiu o economista da Meraki Capital, Rafael Ihara, referindo-se à expressão "Trump Always Chickens Out" usada para ilustrar o recuo do presidente norte-americano.

Assim como no Brasil, entre os Treasuries, as taxas longas cederam mais do que as curtas. O economista-chefe da Ativa, Étore Sanchez, diz, porém, que, comparativamente, os juros longos no Brasil não caem tanto. "É diferente. O DI janeiro de 2031, mesmo caindo 15 pontos, segue acima de 14%. É muito alto", pondera. O yield do T-Bond de 30 anos cedia em torno de 5 pontos no fim da tarde, ligeiramente acima da taxa da T-Note de 2 anos (4 pontos).

Internamente, a pesquisa BTG/Nexus mostrou empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno, as intenções de voto em Flávio (45%) oscilaram dois pontos para cima, e as de Lula (46%), um ponto para baixo. No primeiro turno, Flávio aparece com 37%, contra 33% no levantamento de 27 de julho, enquanto Lula caiu de 42% para 41%

"Pesquisas e trackings mostram a candidatura de Flávio com mais consistência e isso equilibra um pouco o jogo para um quadro fiscal mais favorável", diz Sanchez. "A sustentabilidade das finanças exige alguma correção, o que deveria ser algo de consenso independentemente de qualquer coloração", completou.

Em entrevista à Rede Bandeirantes, no domingo, Flávio Bolsonaro afirmou que seu governo terá uma regra fiscal com uma espécie de gatilho para cortar despesas quando a relação dívida/PIB atingir determinado patamar, sem especificar qual seria.

A influência do ambiente externo mais propício à tomada de risco se estendeu aos demais vértices, dado que a devolução da alta do petróleo favorece a desinflação global e pode contribuir com o processo de distensão da Selic. "Se os juros americanos fizeram pico e o Fed conseguir adiar a necessidade de alta, dá muito mais tranquilidade para o BC aqui seguir cortando", diz Ihara. "O consenso atual é de dois cortes de 25 pontos, mas sem a pressão do Fed, acredito que 13,5% e 13,25% estão na mesa."

Para o Copom na quarta-feira, os DIs apontavam 98% de probabilidade de corte de 25 pontos, e as opções digitais, 95%.

Para setembro, o quadro está mais dividido, com leve vantagem para nova redução de 25 pontos nesta tarde: cerca de 60% de chance tanto nos DIs quanto nas opções digitais. Para o fim de 2026, a projeção da curva é de Selic a 13,75%.

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