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segunda, 18 de fevereiro de 2019 - 05h16min

ECONOMIA

Mineração retoma fôlego e exportação sobe 11% em MS

Vendas externas somaram US$ 218,6 milhões até novembro

2 JAN 19 - 04h:00ROSANA SIQUEIRA

Após sofrer com preços baixos, o segmento de mineração em Mato Grosso do Sul fechou 2018 com recuperação no fôlego. Uma amostra disso é a receita com exportações do grupo Extrativo Mineral, que somou US$ 218,6 milhões de janeiro a novembro do ano passado, aumento de 11% comparado com a somatória do mesmo período de 2017. Desse montante, 80% foi alcançado pelos minérios de ferro e seus concentrados, que somaram US$ 134,5 milhões, tendo como principais compradores Argentina, com US$ 130,3 milhões, e Uruguai, com US$ 82,3 milhões.

“Produção da indústria extrativa vem registrando crescimento, puxada pelo incremento das exportações. No ano passado, as exportações do setor foram favorecidas pela depreciação cambial e pelo crescimento da demanda externa. Investimentos em minério de ferro vinham desacelerando nos últimos anos, refletindo a  oferta global e, consequentemente, preços menos atrativos. Mesmo assim, a produção global será crescente com a entrada de projetos na Austrália e aceleração da geração no Brasil”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Rezende.

De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Produção e Agricultura, Jaime Verruck, “as exportações melhoraram, os preços melhoraram no ano passado”. Com isso, o setor de mineração de MS até ensaia retomada de empreendimentos, como é o caso da Vetorial Siderurgia, que tem uma planta em Corumbá. “O grupo que conta com um forno na siderúrgica de Corumbá até estuda ligar o 2º forno”, enfatizou, destacando, no entanto, que isso vai depender do cenário econômico em 2019.

“Eles até têm interesse em retomar a siderúrgica de Ribas do Rio Pardo, mas isso vai depender do 2º forno de Corumbá. Será o radar deles para ampliar a presença no mercado”, destacou o secretário.
Outro ponto positivo do setor foi o crescimento de 2,3% na geração de emprego no primeiro semestre do ano passado.

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