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ENERGIA ELÉTRICA

Menos da metade das famílias cadastradas conseguem tarifa social

Falta de informação sobre os direitos afeta 171,4 mil famílias no Estado
13/02/2019 18:31 - ALINE OLIVEIRA


Durante a audiência realizada nesta quarta-feira (13), na Assembleia Legislativa, os parlamentares tiveram oportunidade de pedir esclarecimentos para a diretoria da Energisa, representada pelo presidente, Marcelo Vinhaes. O deputado estadual Barbosinha (DEM) levantou o questionamento sobre o número de famílias de Mato Grosso do Sul que tem direito a tarifa social. No total são 171.487 mil famílias que representam 500 mil pessoas. 

No entanto, o parlamentar explicou que encaminhou um requerimento a Energisa para saber quantas famílias utilizam o benefício e ficou surpreso com os resultados. "A titulo de exemplo, em Campo Grande, 90 mil famílias tem direito à tarifa social, no entanto, 40 mil estão cadastradas na Energisa. Em Dourados é parecida a situação, pouco mais de 7 mil familias utilizam quando 17.778 poderiam pagar menos pelo serviço", reforça. 

O parlamentar perguntou ao presidente da Energisa se a empresa recebe o subsídio do governo federal (pelo desconto fornecido na tarifa social) de pessoas que ainda não conseguiram acesso ao pagamento diferenciado. "Não teria como a Energisa detectar este público? E ainda, a empresa recebe o subsídio mesmo que estas pessoas não façam parte do banco de dados da concessionária?", questionou.

Vinhaes destacou que a empresa não tem acesso ao banco de dados, e que o mesmo tem que ser atualizado pelas prefeituras municipais, através do Número de Identificação Social (NIS). "Não temos como identificar essas pessoas e temos todo interesse em beneficia-las, por isso contamos com apoio do poder público, no sentido de atualizar a base de dados. Também não recebemos subsídio por pessoas que não sejam beneficiadas", explicou. 

PEDIDO DE AJUDA

Entre as pessoas que acompanharam a audiência pública, a dona de casa, Neusa de Jesus Rodrigues, 65 anos, era uma das que aguardava uma definição sobre o aumento na tarifa de energia. Moradora no conjunto residencial Reinaldo Busanelli, no Jardim Centro-Oeste, fez questão de ir no Parque dos Poderes para entender porque a conta de energia subiu tanto. 

"Na minha casa moro eu e meu esposo que é aposentado. Ele recebe um salário mínimo e eu apesar de estar doente não consigo me aposentar. As contas subiram nos últimos meses de R$ 150 para R$ 200 reais e não temos condições de pagar. Meu marido chega a passar mal quando chega a tarifa", desabafa. 

Conforme informado por dona Neusa, o casal foi beneficiado com um apartamento do projeto Minha Casa, Minha Vida, executado pela Agência Municipal de Habitação de Campo Grande (Emha). Ela conta que a parcela da prestação é R$ 41 reais, mas, a água e energia elétrica são motivo de preocupação todos os meses. "Vim em busca ajuda e informação para verificar se consigo me cadastrar nesta tarifa social, porque a situação está ficando cada vez mais difícil", acrescenta.

Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!