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ICMS DO BOI

Mato Grosso do Sul sai na frente e começa<br> guerra fiscal entre estados

Estado foi o primeiro a baixar tributação do gado em pé
11/07/2017 07:00 - DA REDAÇÃO


 

Editada há pouco mais de 10 dias com a meta de destravar os abates de gado bovino e dar alívio ao pecuarista sul-mato-grossense, sufocado pela crise da gigante JBS, a medida do governo do Estado que reduz temporariamente de 12% para 7% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais de gado começa a movimentar o mercado. 

A busca por sobrevivência no acirrado mercado da carne já impactou também Estados vizinhos, trazendo de volta uma velha conhecida: a guerra fiscal. 

Em situação semelhante a de Mato Grosso do Sul (onde a JBS responde por 45% dos abates no Estado), o governo de Mato Grosso anunciou reduzir a alíquota de seu ICMS sobre o gado em pé dos atuais 7% para 4% neste mês, atendendo a pedido de produtores do Estado, que hoje têm 50% de sua capacidade de abate vinculada à JBS.

O projeto de lei ainda está em fase de elaboração no Estado vizinho. Já em Goiás, onde o grupo empresarial responde por 40% dos abates, tramita desde o fim de junho na Assembleia Legislativa projeto de lei do Executivo que permite reduzir o ICMS do boi de 12% para 7%. 

Em Minas Gerais, onde o ICMS está em 12%, as articulações geraram reação contrária: a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Faemg) entregou ao governo mineiro no fim de junho um documento pedindo o estabelecimento de barreiras para evitar a entrada de gado em pé, com incentivos concedidos pelo ICMS sem autorização do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), para ser abatido no Estado.

*Leia reportagem, de Daniella Arruda, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

Felpuda


Malfeitos que teriam sido praticados em tempos não tão remotos podem ser a pedra no caminho de pré-candidatura que está sendo costurada. As conversas ainda estão nas “ondas da rádio-peão”, mas, com a proximidade da campanha eleitoral, há quem diga que isso se tornará uma tremenda dor de cabeça para quem vai enfrentar as urnas. Pior:  o dito não seria culpado direto, mas sim a sua...  Bem, deixa rolar para ver onde vai parar.