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Campo Grande - MS, domingo, 21 de outubro de 2018

COMPRA DIRETA

Mato Grosso do Sul e 4 estados
comprarão gás direto da Bolívia

Empresas de MS, SP, SC, RS e PR estão em ação para adquirir produto

10 AGO 2018Por ROSANA SIQUEIRA06h:00

Após anos de monopólio da Petrobras, cinco concessionárias de distribuição de gás natural canalizado – entre elas, a MSGás – que atuam nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, todas atendidas pelo mesmo gasoduto de transporte (Bolívia-Brasil), vão comprar diretamente 10 milhões de metros cúbicos do produto boliviano. Hoje será lançado edital de chamada internacional para o fornecimento da bioenergia por meio do gasoduto. O objetivo das empresas é buscar condições de mercado mais competitivas e diversificação das fontes supridoras. As empresas participantes são: Companhia Paranaense de Gás (Compagas); Gasbrasiliano Distribuidora (Gasbrasiliano); Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul (MSGás); Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás); e a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás).

O assunto foi tratado em reunião realizada na quarta-feira entre o governo do Estado, os ministros bolivianos Milton Claros (Obras Públicas) e Luis Alberto Sánchez, (Hidrocarburos), Oscar Barriga, presidente da YPFB (estatal boliviana responsável pelo gás natural), e Clarens Endara (vice-ministro de Comércio Exterior), além dos empresários envolvidos nas operações.

Segundo o governador Reinaldo Azambuja, são demandas para atender compradores do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e interior de São Paulo. “O governo convidou a YPFB a participar, pois é fundamental para o nosso Estado que esse gás passe por aqui. Além disso, também queremos negociar o fornecimento de gás para Corumbá, por meio de um ramal que está fora do Gasbol, tanto para a termelétrica já instalada no município quanto para as indústrias da região”, completou o secretário de Produção, Jaime Verruck.

No dia 16, equipe do governo do Estado e empresários participam de reunião na Bolívia para dar sequência às tratativas para o fornecimento de gás boliviano.

Iniciativa

Com volume total de aquisição de aproximadamente 10 milhões de m3/dia, a iniciativa visa encontrar novos agentes interessados na oferta do gás natural que atendam às expectativas do mercado. Com o início do suprimento podendo ocorrer a partir de 2020, a iniciativa foi tomada após a elaboração de estudos específicos que indicaram a oportunidade de formatação conjunta de um edital e termo de referência para este fim. Juntas, as cinco distribuidoras atendem mais de 134 mil consumidores de gás natural e têm mais de 4,4 mil quilômetros de redes de distribuição em 161 municípios.

A chamada pública e respectivos editais estarão disponibilizados nos sites de cada distribuidora a partir de hoje. Em decorrência da especificidade de cada distribuidora em relação a volumes e pontos de entrega, os editais são individualizados por companhia, porém, todas as demais informações durante o processo serão tratadas de forma coordenada entre as cinco concessionárias.

“É um grande passo para o setor de gás, que dará uma grande movimentada neste mercado”, salientou o secretário. Ele destaca que hoje a Petrobras compra cerca de 30 milhões de m3, mas é porque  o período é de amplo funcionamento das termelétricas; contudo, já esteve abaixo de 20 milhões de metros cúbicos. “O fechamento deste acordo de compra das distribuidoras é excelente para o governo, uma vez que a Petrobras já havia sinalizado que deverá reduzir sua compra do gás, na concessão que termina no próximo ano”, adiantou Verruck.

Ele ressaltou ainda que o grupo russo Acron, que adquiriu a UFN-3, está em tratativas para compra de 2,3 milhões de metros cúbicos para atender a fábrica de fertilizantes. “Além disso, o governo negocia comprar 1,3 milhão de m3 para a termoelétrica de Ladário, visando à implantação de um polo minero-siderúrgico na região”, finalizou.

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