Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

PESQUISA

Mais de 182 mil campo-grandenses estão endividados

Quase 4 mil pessoas entraram na lista de devedores entre abril e maio
21/05/2020 14:22 - Súzan Benites


A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) aponta que 3.978 famílias campo-grandenses ficaram endividadas de abril para maio. Em abril 178.385 famílias estavam na lista de devedores, em maio o número passou para 182.363. As principais dívidas são com cartão de crédito, cheque pré-datado, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

O percentual de inadimplentes passou de 57,2%, em abril, para 58,4%, neste mês. Já o percentual de famílias que não terão condições de pagar contas aumentou de 8,6% para 10,1%. De 26.710 o número de pessoas que não terão condições de pagar as contas aumentou para 31.431 famílias. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O número de pessoas com contas em atraso subiu de 96.619, para 97.076. “Sem poder aquisitivo, as famílias não consomem. Com essa pandemia que atravessamos, muitas pessoas perderam suas rendas, total ou parcialmente, e isso reflete no consumo. E mesmo as que mantêm seu poder aquisitivo estão consumindo com cautela, devido à insegurança vivida no momento”, explica a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS), Daniela Dias.

O cartão de crédito continua na liderança como principal fonte de dívidas dos campo-grandenses (62,7%), seguido pelos carnês (28,6%). Financiamento de casa vem logo em seguida (16%) e financiamento de carro (12,7%).

Quanto ao tempo de endividamento 20,3% das famílias tem contas com até 30 dias de atraso, 34,1% tem contas com mais de 90 dias de atraso e os que possuem débitos entre 30 e 90 dias somam 16%.

A coleta dos dados é realizada sempre nos últimos dez dias do mês imediatamente anterior ao da divulgação da pesquisa

 
 

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?