Economia

CORONAVÍRUS

Laboratórios do agronegócio farão exame para coronavírus

Com 89 equipamentos, esses locais têm que capacidade de analisar mais de 76 mil amostras por dia

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Os cerca de 84 laboratórios vinculados ao agronegócio brasileiro ajudarão na análise de testes para o novo coronavírus. A medida foi tomada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que colocou a disposição as instalações e equipes técnicas da rede de laboratórios vinculados ao órgão. No total, são 89 equipamentos do tipo RT-PCR que vão operar na obtenção do diagnóstico do vírus. Os aparelhos têm que capacidade de analisar mais de 76 mil amostras por dia.

Fazem parte da rede a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os Laboratórios Federias de Defesa Agropecuária (LFDAs) e a Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac). Os laboratórios estão distribuídos em 42 instalações localizadas em 19 estados e 27 cidades brasileiras. As unidades contam com um total de 108 profissionais qualificados para operar os aparelhos e ensaios. Os equipamentos disponibilizados pelo Mapa poderão ser realocados com base na demanda estratégica do Ministério da Saúde.

A ministra da Agricultura, Tereza, Cristina (DEM) afirmou que essa é mais uma ação conjunta do Governo Federal para combater o problema de saúde. “Essa estratégia propõe uma aliança do agronegócio contra o Covid-19 sob a curadoria do Mapa, em parceria com o Ministério da Saúde, que disponibiliza de forma rápida e ordenada alta quantidade e qualidade de recursos materiais, humanos e estruturais para reduzir a evolução da prevalência do Coronavírus no Brasil”, declarou, através de sua assessoria.

Dos 84 laboratórios disponíveis, 62 deles têm nível de biossegurança NB1. Na prática, essas unidades não podem fazer a manipulação de material biológico, mas podem receber as amostras prontas para análise. Além disso, os equipamentos podem ser realocados para outros laboratórios públicos federais.

Outros 18 laboratórios possuem nível de biossegurança NB2, que podem ser cedidos para a rede de saúde para operar os ensaios. E quatro laboratórios têm nível máximo de biossegurança NB3, sendo que três têm condições de operar em nível 4 de segurança biológica, e dois deles têm estrutura robotizada para o preparo das amostras e a realização dos ensaios. Eles podem ser disponibilizados para apoiar a rede de saúde a manusear o vírus ou para atividades que requerem a máxima proteção do operador.

Atualmente a testagem para o coronavírus é realizada nos 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) pelo Brasil, incluindo o de Campo Grande. Essas unidades são aptas a realizarem o exame para o coronavírus. Recentemente os profissionais que atuam nessas unidades passaram por capacitação para manuseio e teste do vírus. As unidades estão localizadas nos 26 estados e do Distrito Federal. (Com assessoria)

outubro

Começa o prazo para pagar licenciamento de veículos com placas de final 0

Pagamento deve ser feito entre 1º e 31 de outubro; não pagar o licenciamento gera multa e possibilidade de remoção do veículo

01/10/2026 17h55

Trafegar com licenciamento em atraso é infração gravíssima

Trafegar com licenciamento em atraso é infração gravíssima Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Começou nesta quinta-feira (1º) o prazo para o pagamento do licenciamento anual de veículos com placas de final 0 em Mato Grosso do Sul. Conforme calendário do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS), o pagamento pode ser feito até o fim do mês, dia 31 de outubro.

Quem for proprietário de veículos de placas que terminam entre 1 e 9 e não pagou o licenciamento no mês correspondente, ainda poderá regularizar a situação, mas com acréscimo de multa por atraso.

A taxa é calculada de acordo com o valor de Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul (Uferms), que é definida mensalmente e para outubro ficou em R$ 55,50.

Desta forma, de acordo com a relação de taxas Detran-MS, para pagamentos dentro do prazo de vigência, o valor do licenciamento, atualmente, é de 4,53 Uferms, o que totaliza R$ 251,41 em outubro. Já para quem pagar fora do prazo do calendário, o valor é de R$ 326,34..

O licenciamento é um procedimento anual e obrigatório que autoriza o veículo a circular pelas vias, atestando que o automóvel encontra-se em conformidade com as normas de segurança e ambiental para o setor automotivo.

O Detran alerta para que cada proprietário se atente ao prazo de pagamento para sua placa, pois trafegar com o veículo não licenciado é uma infração gravíssima, com aplicação de multa de R$ 293,47 e 7 pontos na carteira nacional de habilitação (CNH) e possibilidade de remoção do veículo em caso de fiscalização.

Como pagar

O proprietário do veículo, no mês correspondente a sua placa, pode pagar a taxa em um dos canais de autoatendimento do Detran.

A taxa de licenciamento pode ser paga pelo autoatendimento, no portal de serviços Meu Detran ou pelo aplicativo Detran MS. Ou o cidadão pode buscar atendimento presencial em uma agência do Detran-MS.

Com a quitação do licenciamento, proprietário pode emitir o Certificado de Registro Veicular (CRV) e o Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV), que desde 2021 foi unificado e passou a ser digital: o CRLV-e, ou CRVL Digital.

O documento é de porte obrigatório e deve ser apresentado à autoridade de trânsito quando solicitado, seja por documento físico ou digital pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Economia

Campo Grande sobe 13 posições em competitividade, mas ainda fica fora do top 50

Capital passou da 71ª para a 58ª colocação nacional e atingiu a melhor posição da série histórica

01/10/2026 17h39

Campo Grande

Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Campo Grande subiu 13 posições no Ranking de Competitividade dos Municípios e alcançou a melhor colocação da série histórica, mas ainda ficou fora das 50 cidades mais bem avaliadas do País. A Capital passou da 71ª para a 58ª posição entre 423 municípios analisados pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria.

O levantamento considera 65 indicadores distribuídos em 13 pilares, entre eles funcionamento da máquina pública, capital humano, saúde, educação, segurança, saneamento, sustentabilidade fiscal, inserção econômica, inovação e dinamismo econômico e telecomunicações.

O resultado mostra diferenças importantes entre as áreas avaliadas. No funcionamento da máquina pública, Campo Grande ocupa a 11ª posição nacional. Em capital humano, aparece em 20º lugar; em qualidade da saúde, em 27º; e em inovação e dinamismo econômico, na 30ª colocação.

Educação

Na educação, o desempenho também merece uma leitura separada. Campo Grande aparece como a cidade mais bem colocada de MS nesse indicador, mas ocupa a 188ª posição entre os 423 municípios avaliados nacionalmente. No Centro-Oeste, a Capital está em quarto lugar.

A melhora geral ocorre após Campo Grande ter terminado a edição anterior na 71ª colocação nacional. Em 2026, a Capital também aparece como a primeira cidade de Mato Grosso do Sul no ranking.

A administração municipal atribui parte do avanço à desburocratização para abertura de empresas e aos investimentos em qualificação profissional. Segundo a Prefeitura, mais de 18 mil empresas foram abertas e permaneciam ativas entre janeiro de 2025 e setembro de 2026.

Na área de emprego, o Município também cita a oferta de vagas intermediadas pela Fundação Social do Trabalho (Funsat). Entre janeiro e setembro deste ano, foram mais de 4,9 mil oportunidades divulgadas, conforme os dados apresentados pela administração.

Outro ponto destacado é a infraestrutura. A Prefeitura informa investimento de R$ 240 milhões em pavimentação e drenagem, além de obras de reordenamento viário, unidades de saúde, escolas e moradias.

O ranking, porém, avalia um conjunto mais amplo de fatores e não mede apenas obras ou ações da administração municipal. A metodologia reúne indicadores econômicos, sociais e de gestão para estabelecer a posição de cada cidade.

Além de Campo Grande, Três Lagoas também aparece entre os municípios de Mato Grosso do Sul avaliados pelo levantamento. A cidade avançou da 210ª para a 143ª posição na classificação nacional.

Para Campo Grande, o salto para a 58ª colocação representa a melhor marca desde o início da série histórica. O resultado, ao mesmo tempo, mostra que o avanço geral não é uniforme entre os indicadores: a Capital está entre as primeiras em algumas áreas, enquanto aparece em posições mais distantes em outras.

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