Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

MERCADO FINANCEIRO

Juros longos zeram queda e fecham estáveis; curtos também ficam de lado

Juros longos zeram queda e fecham estáveis; curtos também ficam de lado
11/09/2019 19:30 - ESTADÃO CONTEÚDO


O alívio dos juros longos, que prevaleceu durante a maior parte desta quarta-feira, perdeu força no fim da sessão regular e, assim como os curtos, essas taxas fecharam perto da estabilidade. O movimento coincidiu com a melhora no apetite pelo risco no exterior no fim da tarde, que levou as bolsas americanas a baterem máximas e ampliou a alta do rendimentos dos Treasuries, sobretudo o da T-Note de dez anos. As taxas curtas já operavam próximas aos ajustes desde o período da manhã, limitadas pelas vendas do varejo acima do esperado, mas que não alteraram a percepção sobre a Selic, enquanto as longas recuavam junto com o dólar, que chegou a tocar novamente os R$ 4,05 nas mínimas na primeira etapa.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 5,38%, de 5,348% terça no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 ficou estável em 6,45%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 7,00%, de 7,011%.

No fim da tarde, a T-Note de dez anos projetava juro de 1,743%, ante o patamar de 1,73% de terça, enquanto a taxa de dois anos, ao contrário, estava no patamar de 1,67%, estável ante a de terça. O diferencial entre as duas taxas vem se alargando e traz alívio às preocupações com a economia americana, que vinham assombrando os mercados em agosto quando a curva estava invertida e indicando recessão mais à frente. A redução no pessimismo também está relacionada à decisão da China de isentar a importação de alguns produtos norte-americanos das tarifas extras, o que representa um alento na guerra comercial. Nesse contexto, o mercado já está trabalhando com a possibilidade de que o Banco Central Europeu (BCE) nesta quinta não seja tão "dovish" quanto o esperado.

No Brasil, o destaque foi a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Os resultados tanto do varejo restrito (+1,0%) quanto do ampliado (+0,7%) em julho ante junho superaram as estimativas dos analistas, que tinham como teto altas de 0,8% e 0,4%, respectivamente. No caso do varejo restrito, foi o melhor resultado para o mês desde 2013. Além disso, houve revisão para cima numa série de dados dos meses anteriores. Apesar de mais fortes que o previsto, os números não alteraram a percepção sobre os cortes da Selic, mas, por outro lado, também não justificam aumento da exposição ao risco prefixado na ponta curta. Na precificação da curva, a possibilidade de redução da taxa básica em 0,5 ponto porcentual no Copom de setembro já supera 90%.

Segundo profissionais nas mesas de operação, ao induzir um sentimento de melhora na atividade doméstica, a PMC levou os investidores a comprarem Bolsa e a tomarem juros curtos e venderem os longos. "Houve fluxo de venda de estrangeiro na parte longa da curva", disse um gestor. O dólar bem comportado também foi importante para ajudar a curva a desinclinar durante o dia, ainda que no fim da tarde esse movimento tenha se enfraquecido.

Felpuda


As várias e várias mensagens que vêm sendo trocadas em grupos fechados, e para poucos, são de que algumas alianças poderão acontecer, mas mediante a troca de comando em alguns órgãos importantes. Seriam entendimentos para atender siglas de matizes bem diversos que vêm tentando criar dificuldades para vender facilidades. Se as negociações forem concretizadas, tornarão os caminhos sem muitas barreiras. A conferir.