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Indústria em MS estima fechar <br>8 mil postos de trabalho com reonerações da folha

Carga tributária subiria R$ 900 milhões ao ano
25/08/2015 00:00 - DA REDAÇÃO


 

O setor industrial de Mato Grosso do Sul deve fechar mais 8 mil postos de trabalho com a aprovação da lei que reduz as desonerações da folha de pagamento e atingir a marca de 20 mil empregos fechados neste ano. A estimativa é da Federação das Indústrias do Estado (FIEMS), com base no levantamento do Radar Industrial, que ainda projeta que os setores industrial e comercial vão precisar desembolsar cerca de R$ 900 milhões a mais em tributos para a União por ano. 

O Projeto de Lei 57/2015 aumenta a contribuição previdenciária que as empresas têm de pagar ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A proposta foi aprovada pelo Senado na semana passada, com voto favorável de três representantes da bancada estadual: Delcídio do Amaral (PT), Waldemir Moka (PMDB) e Simone Tebet (PMDB). O texto ainda precisa ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff. São 56 setores afetados. 

O presidente do Sinduscon/MS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias da Construção do Estado), Amarildo Miranda Mello, afirma que a redução do emprego no setor poderá ser de até 20%.“Nós vemos que o Governo não investe em empreendedorismo, não investe em quem produz. Ele vai dobrar a contribuição ao INSS e, com isso, vamos agravar ainda mais o nível de desemprego no Estado e no país”, frisa.

(*) A reportagem, de Paula Vitorino, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

Felpuda


Alguns políticos estão se aproveitando deste momento preocupante de pandemia para sugerir projetos oportunistas que, em alguns casos, são de resultados extremamente duvidosos. O mais interessante – para não dizer outra coisa – é que se for analisado o desempenho normal dessas figuras, verifica-se que essa preocupação toda nunca esteve no topo das suas prioridades. Ano eleitoral é assim mesmo. Lamentável!