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FEIRA

Indústria de calçados emprega <br> 1,7 mil pessoas em MS, diz Fiems

Número foi divulgado durante abertura de feira do setor
16/06/2019 14:45 - DANIELLA ARRUDA


 

Aberta neste domingo (16) em Campo Grande, a Feira de Calçados, Couros e Acessórios de Mato Grosso do Sul (Feicc-MS) chega à nona edição como referência para lojistas do interior do Estado adquirirem estoque de produtos e ganharem competitividade no mercado, além de ser uma vitrine para atração de novos empreendimentos, gerando empregos e atraindo investimentos. Atualmente, as 32 indústrias de calçados instaladas no Estado empregam 1.700 trabalhadores, de acordo com informações da Federação das Indústrias de MS (Fiems), que apoia o evento, promovido pelo Sindicato das Indústrias de Calçados de Mato Grosso do Sul (Sindical/MS) com empresas locais.

“Ainda que a indústria de calçados invista em tecnologia, trata-se de um segmento ainda bastante dependente de mão de obra. Onde uma indústria de calçados chega, há geração de empregos e movimentação da economia”, afirmou o presidente da Fiems, Sérgio Longen, durante a abertura da feira, ressaltando a importância do evento para apresentar Mato Grosso do Sul a potenciais investidores. Ainda conforme o dirigente da federação, cinco grandes indústrias calçadistas já se instalaram no Estado após participarem do evento: Pé com Pé, Smith Brothers, Klassipé, Pampilli e Klin.

A abertura da feira também teve a presença do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, que comentou a política de incentivos adotada pelo Estado para atrair estes empresários. “Desde a revisão do programa de benefícios fiscais do Estado, por meio do Fadefe (Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e de Equilíbrio Fiscal do Estado), Mato Grosso do Sul voltou a ser um Estado atrativo para os empresários de fora, que nos têm como uma região estratégica e com abundância de mão de obra qualificada”, destacou.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Paulo Corrêa, que também esteve presente na abertura, ressaltou a atuação dos parlamentares para fomentar a indústria de calçados. “É visível a importância do segmento calçadista para o desenvolvimento de diversas cidades do nosso Estado, e a capacidade destas empresas de transformar a realidade de municípios. Por isso sempre houve um empenho dos deputados para atrair e manter estas indústrias aqui”, disse.

OPORTUNIDADES

Além de fomentar a indústria de Mato Grosso do Sul, a Feicc-MS também incentiva outra parte da cadeia produtiva: tem como objetivo facilitar a vida dos comerciantes do Estado, que podem adquirir os produtos com preços e prazos diferenciados. “Toda cidade, independente do porte, tem uma loja de calçados, geralmente multimarcas e com produtos que possam atender o público masculino, feminino, infantil. Mas, imagine a dificuldade que é montar este estoque. O empresário precisaria percorrer diversos estados, aguardar a visita de um distribuidor de várias marcas se quiser ter um portfólio completo e diferenciado. Com a feira, ele tem tudo isso em um só lugar”, explicou o presidente do Sindical/MS, João Batista de Camargo Filho.

Segundo Camargo, muitos lojistas, principalmente os do interior, saem da feira com as compras fechadas para um semestre inteiro. A expectativa do Sindical/MS é movimentar, ao longo dos três dias de evento, cerca de R$ 15,5 milhões em negócios, e receber 250 lojistas de todos os municípios do Estado, que terão à disposição 62 estandes de 55 marcas de todo o País.

Para o empresário Pedro Arruda, que mantém uma loja multimarcas de calçados há 15 anos em Campo Grande, a feira aproxima o comerciante do distribuidor. “Venho há alguns anos e já tive a oportunidade de conhecer marcas que nunca tinha ouvido falar, e que passei a vender na loja. Outra questão importante é o momento de tête-a-tête, em que sentamos e negociamos o preço com o olho no olho”, detalhou.

A lojista Maria Odete Vinha, sócia proprietária de uma loja de calçados no Bairro Carandá, também na Capital, também considera a feira um momento de formatar a coleção. “Participamos para conhecer o que é tendência e, assim, nos preparamos para escolher o que a loja vai vender, o que vai agradar o consumidor”, afirmou.

Outro aspecto importante da Feicc/MS é para o industrial, que também considera a feira uma oportunidade de aproximação com o lojista. O Grupo Kidy, que desde 2013 opera em Três Lagoas e Birigui (SP) e atualmente emprega 850 funcionários – mais da metade de toda a mão de obra do setor no Estado –, participa pela segunda vez como expositora.

“Mato Grosso do Sul é um Estado de oportunidades. A Kidy enxergou aqui um ambiente propício para instalar a linha de produção e setor administrativo da empresa em razão das facilidades de distribuição, pela proximidade tanto com o Sul quanto com o Nordeste brasileiro, e também pelo comércio local, que busca variedade de produtos”, concluiu o gerente-regional da empresa, Alex de Souza.

A 9ª Feicc prossegue até terça-feira (18), no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande. (Com informações Fiems)

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?