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Campo Grande - MS, quinta, 13 de dezembro de 2018

Carne bovina

Hambúrgueres de redes fast food são produzidos em frigorífico do Estado

JBS da Capital produz hambúrgueres que atendem redes de todo o País

10 ABR 2018Por EDUARDO FREGATTO17h:44

Se você gosta dos hambúrgueres do McDonald’s e do Burger King, duas das maiores redes de comida fast food instaladas no Brasil, então saiba que você está consumindo carne bovina de origem sul-mato-grossense. Isto porque o frigorífico do JBS de Campo Grande é responsável pela produção de hambúrgueres que atendem os restaurantes das redes em todo o País, além de produtos congelados da Friboi, Swift, Boibom e outros, encontrados nos supermercados.

A reportagem do Correio do Estado visitou a planta que tem capacidade de realizar 1.800 abates de animais por dia e emprega 1.748 funcionários. No setor dos supergelados, que engloba hambúrgueres, quibes e almôndegas, são produzidas cerca de 2 mil toneladas de produtos por mês.

A carne utilizada vem dos cortes dianteiros do boi, como o acém, e surgem nas esteiras em grandes blocos congelados até serem moídos pelo processador e depois formatados em dois tamanhos padrão de hambúrguer: 56 gramas e 120 gramas.

O gerente responsável pelo setor, Valter Filho, explica que, no caso das redes de fast food, os hambúrgueres são 100% carne, isto é, sem nenhum tipo de ingrediente ou tempero. Diferente dos pedaços de marcas como Friboi, que são temperados com sal, cebola, alho, etc.

Existem diferenças entre cada um dos hambúrgeres das redes apenas na questão da composição, que pode ter mais ou menos gordura, por exemplo. 

A carne do Big Mac, nos explicam, é menos gordurosa que o do lanche chamado Quarteirão, ambas opções disponíveis no McDonald’s. Os cortes que vão para o Burger King já têm outras especificidades.

Em uma sala pequena próxima ao galpão das grandes máquinas, fica uma analista sensorial. É uma funcionária com especialidade em testar as condições dos hambúrgueres: cor, tamanho, textura, gosto, temperatura, entre outras características, para atestar a qualidade e o padrão que precisa ser alcançado.
Para experimentar o produto final, ela tem disponível as mesmas chapas e grelhas utilizadas nos restaurantes do McDonald’s e do Burger King. 

Rapidamente, a funcionária chamada Gisele prepara as carnes, que quando pronta ficam idênticas as que encontramos nos restaurantes.“O sabor do hambúrguer do BK é mais forte porque é grelhado”, reforça, servindo as duas opções para degustação.

As redes de fast food são as mais rigorosas na questão de análise sensorial: a cada 20 minutos, uma amostra é coletada para a verificação da especialista, que repete todo o procedimento, faz análise e 
experimenta os produtos. Já o processo de análise das outras empresas é um pouco mais espaçado no tempo: uma amostra é analisada a cada três horas de produção.

PLANTA

Além dos supergelados, o frigorífico da JBS da Capital também tem produção expressiva da carne in natura. A planta, que foi inaugurada em 2010, tem capacidade atualmente para receber 3.024 animais e, de acordo com a diretora executiva de qualidade, Emília Raucci, a companhia tem investido R$ 1 milhão anualmente na garantia da qualidade, desde 2016.

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