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MÉDIA

Governo paga 144% mais <BR>que iniciativa privada

Valor médio pago em MS ficou em R$ 4,7 mil, enquanto de outros trabalhadores é de R$ 1,9 mil
22/05/2019 09:00 - DA REDAÇÃO


 

Um abismo separa os salários pagos pela iniciativa privada e pelo setor público em Mato Grosso do Sul. A média salarial do trabalhador brasileiro é de R$ 1.960,00, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (Pnad) Contínua, do IBGE, mas os servidores ativos do governo do Estado ganham, em média, R$ 4.791,26 – uma diferença de 144,45%.

Enquanto na iniciativa privada, o alto índice de desemprego e a falta de estabilidade achatou os salários, servidores públicos passaram praticamente imunes pela crise. Para o economista-chefe da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Normann Kalmus, a explicação para a discrepância entre os valores pagos pelos governos federal, estaduais e municipais em relação à iniciativa privada está no mercado financeiro, na alta carga tributária e nas dificuldades impostas aos empregadores. 

“O setor privado quer pagar bem, mas precisa se manter e produzir de forma eficaz e ainda pagar imposto. Toda a estrutura trabalhista gera dificuldade. Criam-se direitos para o trabalhador que quem paga é o consumidor. A iniciativa privada tem que se ajustar ao mercado, demitir quando as vendas caem, e o governo não tem a mesma obrigação”, afirma Kalmus.

Ele defende uma flexibilização da relação com os servidores e que os governos busquem os mecanismos legais para reduzir a folha de pagamento, inclusive, demitindo quem não está produzindo e acabando com “privilégios” do setor público. “O setor público ainda oferece uma série de benefícios, que, no meu entendimento, são privilégios. Tem anuênios, quinquênios e progressões, enquanto antiguidade não é custo na empresa privada”, prossegue o economista.

Kalmus destacou ainda que os governos se tornaram grandes empregadores e hoje encontram dificuldades para negociar com os servidores. “Médico e professor são duas categorias que precisam ser vistas com lupas. Eles acabam se valendo da imagem pública para pressionar o governo”. 

Os professores da Rede Estadual de Ensino acumularam reajuste de 72% em quatro anos, contra uma inflação de 23,66%. Um professor com nível superior tinha salário inicial de R$ 3.534,00 para 40 horas semanais, em dezembro de 2014, mas hoje recebe R$ 6.079,00 – uma diferença de R$ 2.545,00. O valor é muito acima do piso nacional para 40 horas, de R$ 2.557,73. 

Apesar de a Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems) trabalhar durante as negociações salariais com uma tabela que leva em consideração o salário de professores de nível médio para 20 horas semanais, essa é uma categoria praticamente extinta. 

Seguindo a Lei de Diretrizes Básicas (Lei 9.394), de 1996, a Secretaria de Estado de Educação conta com 99% dos professores contratados e convocados da Rede Estadual de Ensino com nível superior. Em alguns casos, os salários podem passar de R$ 10 mil por 40 horas semanais.

Nas escolas particulares, não há plano de cargos e carreiras nem uma regra estabelecendo tempo para planejamento das aulas. O piso do professor do nível médio é de R$ 2.950,00 para 20 horas semanais, segundo a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso do Sul, Maria da Glória Paim.

“Não temos um regramento sobre hora-atividade. Algumas escolas destinam um tempo, mas o professor tem que estar na escola porque não teria como saber se ele realmente está planejando as aulas”, conclui Maria da Glória.

 

Felpuda


As conversas vêm acontecendo muito, mas muito reservadamente mesmo, e dão conta de que suplente poderá receber convocação, assumir a titularidade do cargo e por lá ficar por tempo indeterminado. Como é óbvio, tem gente jurando que nunca ouviu nem sequer falar sobre o assunto. O motivo não seria nada ligado a possíveis atos de irregularidades, mas sim por problemas de ordem pessoal.