TRIBUTAÇÃO

Gasolina pode ficar até R$ 0,22 mais cara em fevereiro

Para este mês, queda no preço nas refinariais, de até 3%, não deve ocorrer em menos de uma semana
15/01/2020 09:30 - SÚZAN BENITES


 

O consumidor de Mato Grosso do Sul não perceberá tão cedo a redução de até 3% no preço da gasolina e do diesel, que começou a valer ontem (14) nas refinarias da Petrobras. O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência (Sinpetro) informa que o processo para a redução nos preços deve levar uma semana. No mês que vem, com a alta dos impostos, o preço da gasolina poderá ficar até R$ 0,22 mais alto nas bombas. 

Ainda que o preço cair nesta última quinzena de janeiro, no mês que vem o preço gasolina deverá sofrer novos reajustes, puxados pelo aumento da carga tributária:  a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) saltará de 25% para 30%, e a base de cálculo do mesmo tributo (que é feita com a média dos preços praticados nos mês anterior à sua publicação) vai aumentar. Em contrapartida, existe a expectativa que o etanol fique mais barato: o ICMS cairá de 25% para 20% no mês que vem. 

Edson Lazarotto, presidente do Simpetro, projeta um aumento de até R$ 0,22 no preço da gasolina nas bombas. “Se usarmos a mesma pauta de hoje um acréscimo em centavos de R$ 4,4425 x 25 %= R$ 1,11 (por litro abastecido), com o novo decreto a partir de fevereiro, teremos  (se manter a mesma pauta atual )  4,4425 x 30 % = R$ 1,33  por litro abastecido, ou seja aumento de  R$ 0,22 por litro nas bombas, apenas de ICMS. Lembrando sempre o valor será esse, desde que nada de anormal ocorra até o início de fevereiro”, explicou.

Ainda segundo o diretor, existe uma cadeia antes dessa redução anunciada pela Petrobras chegar aos postos de combustíveis, mas a redução pode não chegar. “Vai da refinaria para as distribuidoras, depois o processo de distribuição e depois para os postos, que é o último elo dessa cadeia. Quando há qualquer alteração sempre seremos os último a sentir seus efeitos. Por exemplo, as distribuidoras enquanto não acabarem seus estoques (que compraram com preços mais altos) e receberem os novos produtos com preços com a referida redução, não repassam para os postos. Acreditamos que esse processo deve levar em torno de uma semana para se completar o ciclo total. Lembrando ainda que logo após o ataque dos Estados Unidos contra o Irã, ocorreu um aumento na ordem 4% nos preços do barril de petróleo e esse reajuste também não foi repassado para o consumidor final”, explicou Lazarotto.

PESQUISA

O Correio do Estado percorreu alguns postos de combustíveis em Campo Grande e encontrou alguns locais com valores menores que no início de janeiro. A média praticada nesta terça-feira era de R$ 4,23 o litro da gasolina. O menor valor praticado nesta terça-feira era de R$ 4,09, enquanto na pesquisa realizada pela reportagem no dia 3 de janeiro o menor preço encontrado nos postos de combustíveis da Capital era de R$ 4,18, para o litro da gasolina. Enquanto o maior custo para o litro do combustível, no dia 3 de janeiro, foi de R$ 4,29 e nesta semana custou R$ 4,39.  

O levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que, de 5 a 11 de janeiro, o preço médio do litro da gasolina  em Campo Grande era de R$ 4,26. O menor valor do litro era encontrado a R$ 4,18 e maior valor praticado era de R$ 4,49.

De acordo com os dados da ANP, o litro do diesel custava entre o valor mínimo de R$ 3,63 e o máximo de R$ 3,97, no período de 5 a 11 de janeiro. A média para o litro do combustível em Campo Grande era de R$ 3,81. Na pesquisa realizada pelo Correio do Estado a média de preços do diesel foi de R$ 3,85, indo de R$ 3,69 a R$ 3,97 o litro. 

Já o litro do etanol variou de R$ 3,43 a R$ 3,69, conforme a pesquisa do Correio do Estado. Enquanto de acordo com os dados da ANP, o litro do combustível foi de R$ 3,39 a R$ 3,69 na Capital.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".