Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

BAHIA

Ford suspende produção e dá folga a cerca de 3.500 trabalhadores

Linha de Ka e EcoSport fica parada até esta sexta (14)

13 AGO 2015Por G122h:00

A Ford suspendeu temporariamente a produção nas fábricas de carros e de motores no Polo Industrial de Camaçari, na região metropolitana de Salvador.

Com isso, cerca de 3.500 trabalhadores do setor operacional estão de folga e só voltam ao trabalho na segunda-feira (17). Segundo a empresa, a medida foi tomada para ajustar o ritmo de produção à demanda do mercado.

A linha de carros está parada desde a última quarta-feira (12) e fica assim até esta sexta-feira (14). A interrupção da produção de motores começou na segunda-feira (10) e também dura até sexta.

A fábrica produz os veículos Ford Ka e Ka+(sedã), e também o EcoSport. Além disso, a unidade fabrica ainda o motor 1.0 que abastece o Ford Ka.

A Ford já tinha dado uma férias coletivas no meio do ano, que durou 10 dias, entre 25 de maio e 3 de junho.

Queda nas vendas
A venda de veículos no Brasil teve queda de 22,78% em julho, ao comparar com o mesmo mês do ano passado, informou a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) no início de agosto. De acordo com a entidade, foram 227.621 automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões emplacados no mês, enquanto julho de 2014 chegou a 294.757 unidades.

Na comparação julho com junho, houve aumento de 7,10% nos emplacamentos, já que no mês passado foram registradas 212.522 unidades. No entanto, o acumulado mostra queda de 21% nos sete primeiros meses de 2015. Foram 1.546.587 unidades vendidas, contra 1.957.594 veículos no mesmo período de 2014.

O cenário de queda segue após o fechamento do 1º semestre de 2015 como o pior desde 2007. Com o resultado, a Fenabrave piorou as projeções para o ano.

Em janeiro, a expectativa era de 10% de queda nas vendas sobre 2014. Em maio, foi revisada para 18,9% e agora passa para 23,9%, estimando um total de 2.662.857 veículos emplacados, 834 mil a menos do que no ano passado. Para automóveis e comerciais leves (furgões e picapes), a baixa prevista é de 23%, totalizando 2.563.126.

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