Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

Campo Grande

Favoritos à mesa, arroz e feijão
voltam a ter queda nos preços

Queda nos valores dos produtos é de até 38,9%, um ano após explosão nas cotações no País

16 OUT 2017Por Daniella Arruda07h:30

Um ano após assustar o consumidor por causa da explosão de preços, o feijão com arroz, dobradinha tradicional na mesa dos brasileiros, voltou a patamares mais confortáveis para o orçamento familiar e ainda está deixando a inflação para trás em Campo Grande. De janeiro a setembro deste ano, o preço médio do grão carioquinha acumula queda de 15,04% no preço médio comercializado na Capital, de acordo com levantamento do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. O percentual é dez vezes inferior à inflação do período, de 1,50%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Campo Grande. O feijão preto teve redução ainda maior, de 38,95% no mesmo período, enquanto para o arroz a retração acumulada é de 9,01%.

O coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, destaca que para os dois grãos foram observadas expressivas quedas de preço, dependendo da marca do produto. Em se tratando do feijão carioca — encontrado no início do ano pelo preço médio de R$ 5,12 e em setembro por R$ 4,35 —, a pesquisa incluiu quatro marcas do tipo 1 e de um quilo e em todas foi registrada queda, que chegou ao índice máximo de -28,91% para a marca Bem-Te-Vi. Os valores máximo e mínimo encontrados foram de respectivamente R$ 3,92 (nas marcas Paquito e Sakura) e R$ 5,99 (Guacirá).  

Para o feijão preto, considerando quatro marcas pesquisadas, a queda média foi de 34,86% — de R$ 8,06 para R$ 4,95 —, destacando-se o feijão preto das marcas Paquito e Biju, com reduções respectivas de 49,30% e 44,76%, conforme o levantamento. “Como a estiagem está muito forte em todo Brasil, esses produtos podem ter aumentos de preços nos próximos meses”, projeta Correia de Souza.

Reportagem completa está na edição de hoje do Correio do Estado.

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