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RISCO

Estiagem poderá atrasar <br>o plantio da soja em MS

Chuva não foi suficiente para amenizar a secura do solo, afetando a semeadura
12/09/2019 09:00 - SÚZAN BENITES


 

A onda de calor e o tempo seco em Mato Grosso do Sul vão impactar na agricultura do Estado. Foram 47 dias de estiagem, até o dia 1º deste mês, quando choveu 5,6 milímetros. A chuva não foi suficiente para amenizar a secura do solo, o que vai atrasar a semeadura da soja. 

Prevista para começar  dia 16 deste mês, após o fim do vazio sanitário, que termina dia 15, a semeadura será realizada de forma tardia. O atraso teria mais impacto na região sul do Estado, onde o plantio geralmente começa assim que termina o prazo do vazio. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Maurício Saito, o efeito  desse cenário está vinculado principalmente à falta de chuvas.

“O período de colheita do milho já foi finalizado, mas, com a baixa umidade, teremos demora para implantação da safra de soja, já que o vazio sanitário termina no domingo, dia 15. Esse atraso pode afetar também a nossa safrinha de 2020, para um pouco mais fora do período adequado de implantação”, analisou.  

O governo do Estado decretou, ontem, estado de emergência em razão do avanço do número de focos de queimadas este mês. Diante do anúncio, Saito destacou a importância da conscientização da sociedade para a prevenção e o combate às chamas. “O prognóstico do clima no Estado, sem previsão de chuvas até novembro, é extremamente preocupante. Nesse momento, é fundamental intensificar o trabalho de comunicação para conscientizar a população sobre os cuidados necessários para prevenir focos de incêndio, nas zonas rural e urbana”, ressaltou Saito.

O presidente explicou ainda que a rápida propagação do fogo em municípios como Miranda, Aquidauana e Corumbá se deve às características do bioma Pantanal.“São áreas consideradas de espontânea e alta combustão, o que facilita o avanço das chamas”.

O titular da  Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, explicou que, com a expansão dos focos de queimadas, a prioridade não é econômica. “Neste momento, a maior preocupação é com o impacto social ocasionado no Estado em razão das queimadas, no que tange à saúde humana, principalmente. Depois focamos os impactos ao meio ambiente e, por fim, a questão econômica”, concluiu.

Felpuda


Prefeitura de município do interior de MS recebeu recomendação do Ministério Público do Estado no sentido de exonerar servidores comissionados, livres do cartão de ponto, que são parentes de secretários da administração e de vereadores. O nepotismo se tornou um excelente “negócio” por lá, e se até o dia 6 de agosto as devidas providências não forem tomadas, medidas serão adotadas, como ação por improbidade administrativa. Tem gente que não aprende mesmo, né?