Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Assine a Newsletter

RENDA COMPROMETIDA

Em um ano, mais de 10 mil campo-grandenses entram para a lista de endividados

Foram registradas 186.947 famílias com dívidas na Capital em dezembro de 2019

12 JAN 20 - 10h:12SÚZAN BENITES

O percentual de famílias endividadas em Campo Grande aumentou no mês de dezembro com 60,1% ante 59,1% do mês anterior, e acima do registrado em dezembro do ano passado quando foi de 57,4%. Conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em números absolutos, são 186.947 famílias endividadas em dezembro de 2019, 10.160 famílias a mais que no mesmo mês em 2018.

A maioria dessas pessoas estão endividadas com os cartões de crédito (67,8%), os que compraram em carnês de lojas somam 20,5%, financiamento de casa (19,3%) e prestações de carro (17,4%), crédito pessoal (8,3%) e crédito consignado (5,3). Quanto ao nível de endividamento com cheques, cartões, financiamentos e empréstimos, 11,3% se consideram muito endividados, os que se consideram pouco endividados somam 28,8%, mais ou menos (20,1%) e que não possuem esse tipo de dívida 39,9%.

De acordo com a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS), Daniela Dias, no segundo semestre, o apelo comercial é mais forte e, por isso, tradicionalmente o consumo também é maior, gerando um crescente endividamento da população. “O importante é que se houver endividamento, há necessidade de que ele não provoque o desequilíbrio orçamentário das famílias”.

O maior percentual dos que possuem dívidas em atraso está na faixa que recebem até 10 salários mínimos, 62%. Também é nesta faixa  salarial que está  o maior índice dos que acreditam não terem condições de pagar as dívidas em atraso no próximo mês, 43,2%. Entre os que responderam ao questionário, 50,3% afirmam que as dívidas estão em atraso há mais de 90 dias.

Considerando o tempo de comprometimento com as dívidas, 43,9% dos endividados possuem dívidas de mais de um ano, 12,4 % tem débitos de até três meses, 10% entre três e seis meses e 12,4% dos entrevistados entre seis meses e um ano. A maior parte da população que ganha mais de dez salários mínimos, 87,8%, tem dívidas por mais de um ano.

Quando considerada a renda total da família, 56,4% dos entrevistados tem de 11% a 50% dos recursos mensais comprometidos com dívidas. Entre aqueles que ganham mais de dez salários o percentual passa a ser de 67,3%. Os que comprometeram mais de 50% da renda familiar somam 10,6% e os que comprometeram até 10% da renda com dívidas foram 10,8%. 

A coleta dos dados foi realizada sempre nos últimos dez dias do mês imediatamente anterior ao da divulgação da pesquisa.

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

ENTREVISTA

'Recessão profunda torna retomada lenta', diz economista

Redução do preço da energia solar tem sido vertiginosa, diz EPE
BRASIL

Redução do preço da energia solar tem sido vertiginosa, diz EPE

Brasil e Índia assinam acordos em tecnologia, energia e segurança
RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Brasil e Índia assinam acordos em tecnologia, energia e segurança

Brasil articula criação de centro de aprimoramento de gado leiteiro na Índia
MISSÃO

Brasil quer aprimorar gado leiteiro na Índia

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião