CÂMBIO

Dólar passa a barreira dos R$ 3,50 e fecha em alta pelo 6º dia

A moeda norte-americana avançou 1,39%, cotada a R$ 3,5374
06/08/2015 16:37 - G1


O dólar fechou mais uma vez em alta nesta quinta-feira (6), ultrapassando a barreira dos R$ 3,50, em meio à contínua deterioração do cenário político e econômico brasileiro e expectativas de alta de juros nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou pela 6ª sessão seguida e subiu 1,39%, cotada a R$ 3,5374 - maior cotação desde 5 de março de 2003, quando fechou a R$ 3,555. Mais cedo, a cotação chegou a bater R$ 3,5709. Veja a cotação.  

Na semana e no mês, o dólar acumula alta de 3,29%. No ano, há valorização de 33,05%. Nas seis altas consecutivas, o dólar subiu 6,25%.

Essa forte alta refletiu na cotação nas casas de câmbio, que vendem o dólar turismo, valor que é sempre maior que o divulgado no câmbio comercial. Nas casas de câmbios pesquisadas pelo G1, o dólar chegou a R$ 3,97. 

"Com o dólar do jeito que está, é preciso que haja uma notícia muito forte para o mercado parar de subir", disse à Reuters o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca. Pesquisa Datafolha mostrou nesta quinta-feira que a impopularidade da presidente Dilma Rousseff é recorde entre todos os presidentes desde 1990.

Somava-se a isso outras turbulências políticas, com atritos entre o Legislativo e o Executivo gerando entraves para a aprovação de projetos importantes para o governo no Congresso.

"Eles (Congresso) estão atropelando a Dilma", disse à Reuters o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho. "Enquanto a situação estiver confusa como agora, o dólar não vai parar de subir".

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".